[[legacy_image_103000]] Passava das 21 horas de quarta-feira (15), quando a Prefeitura de Guarujá se pronunciou sobre a Operação Nácar, da Polícia Federal (PF), que terminou com a prisão do prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), e do secretário de Educação da cidade, Marcelo Feliciano Nicolau. Ambos, inclusive, já tinham sido encaminhados, de camburão, ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Vicente. A PF investiga um possível esquema de desvio de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). O caso permanece sob sigilo. A Prefeitura disse, em nota, ter tomado conhecimento das investigações "apenas a partir de informações veiculadas pela imprensa" e informou que "aguarda, resiliente, que sejam feitos os devidos esclarecimentos que demonstrarão a lisura e austeridade de todo o processo que envolve as apurações a respeito da desastrosa gestão das unidades de saúde por parte da Organização Social (OS) Pró Vida". É justamente o contrato entre OS e Prefeitura o alvo da investigação. Até o março, a Pró Vida era responsável por 15 Unidades de Saúde da Família e a UPA Dr. Matheus Santamaria (UPA Rodoviária). O município apontou que os contratos em questão "sofreram intervenção municipal decretada pelo prefeito Válter Suman, baseada em suspeitas de irregularidades e má gestão por parte da OS". Segundo o município, os problemas seriam "o não pagamento de salários, verbas rescisórias e fornecedores até falhas nas prestações de contas e perigo de desassistência ao público". O texto continua: "Como não havia atendimento às notificações emitidas constantemente pela Secretaria Municipal de Saúde (em relação aos problemas detectados), o prefeito decidiu pela intervenção, processo que culminou com a desqualificação da OS, decretada em julho, seguida por uma ação civil pública oferecida pelo município ao Judiciário, na qual é requerido, inclusive, ressarcimento de valores pela OS aos cofres públicos". A Prefeitura garantiu, ainda, de acordo com o posicionamento, que "manteve constante diálogo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, comunicando, o tempo todo, as medidas que seriam adotadas". O Governo Municipal finalizou o texto afirmando que "está colaborando com as investigações, fornecendo documentos e informações solicitados pelos agentes da Polícia Federal".