[[legacy_image_277920]] Ao completar 89 anos de emancipação político-administrativa, celebrados nesta sexta (30), Guarujá tem como prioridades diminuir o déficit habitacional e retirar famílias de áreas de risco. Está prevista a entrega de 2.443 unidades habitacionais até o final do ano que vem. Delas, foram entregues 974, das quais 574 no Parque da Montanha, na Vila Edna, e 400 na Comunidade Cantagalo. na Enseada. São construídas outras 1.469 moradias nos mesmos locais: 889 no Parque da Montanha e 580 no Cantagalo. Parte das unidades do Parque da Montanha (230) está mais perto de ser entregue: entre o final de julho e o início de agosto. Noventa delas fazem parte das 649 moradias da segunda fase do projeto Favela Porto Cidade, em parceria com a Autoridade Portuária de Santos (APS). São casas triplex verticalizadas em três andares. As famílias apenas pagarão as despesas com água e luz. As outras 140 unidades, a serem entregues às 9 horas de hoje, fazem parte do projeto Vida Digna, que prevê remoção de áreas de palafitas em parceria da Prefeitura com o Governo do Estado, por intermédio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, participará da entrega das chaves, no empreendimento. Neste caso, são edifícios (térreo mais quatro anares). A área interna de cada apartamento tem 48 metros quadrados (m²), com sala, dois quartos, cozinha e banheiro. CantagaloNo caso das moradias no Cantagalo, há a parceria com o Governo do Estado, que prevê 340 unidades em edifícios de quatro andares, também com demanda relacionada à área portuária. “Estas (construções) encontram-se em estágio bastante avançado. Provavelmente consigamos entregar todas até o fim deste ano”, afirma a superintendente de Habitação de Guarujá, Aniria Fonseca Teixeira. Há mais 240 moradias sendo construídas, estas em união com o Governo Federal e o Governo do Estado. O prazo está previsto para 2024. “Faz pouco tempo que iniciamos essa obra”, observa Aniria. Obras e regularizaçãoDe acordo com dados de 2021 do Sistema Integrado Metropolitano da Baixada Santista, há em Guarujá 44.613 moradias chamadas subnormais (distribuídas de forma irregular, como palafitas). Do total, 12 mil requerem a construção de unidades novas — não há como regularizá-las. As outras 32.633 representam o déficit fundiário: com infraestrutura básica, há possibilidade de permanência. “Para se ter uma ideia, nossa meta é entregar 2.443 unidades habitacionais até o final de 2024, o que representa redução de 20,35% do déficit”, afirma a superintendente. Com relação à regularização fundiária, a ideia é entregar no mesmo período 11.327 títulos de propriedade - diminuição de 34,70% do déficit. “Se somarmos o déficit habitacional com de regularização fundiária, vamos conseguir reduzir em 30,85% o déficit informado pelo Sistema Integrado Metropolitano. É um número bastante expressivo”, calcula a superintendente de Habitação, Aniria Fonseca Teixeira. O trabalho consiste não apenas em conseguir moradias para essas famílias, mas, também, evitar o repovoamento das regiões das quais as famílias foram retiradas. E é unido a outros setores distintos. “É um trabalho casado entre a assistência social e a parte de engenharia. Quando a gente faz mudança de uma família para um novo empreendimento, no mesmo dia é feita a demolição do imóvel de origem. A fiscalização é ostensiva por parte da Prefeitura, fora a parceria com as empresas portuárias, e não tivemos nenhum caso de reocupação”, explica. ImpactoNa entrega, conta Aniria, há momentos que considera impactantes. “Eu me lembro de quando fomos entregar 574 unidades no Parque da Montanha (em 2021) e houve casos de crianças entrarem e dizerem: ‘Mãe, vamos ter banheiro! Tem chuveiro, vaso sanitário...’. Imagine uma criança de 8, 9 anos nunca ter entrado em um banheiro, que seria o mínimo de condição humana”, relembra a superintendente.