[[legacy_image_105524]] Mais de R\$ 42 mil apreendidos no último dia 15 no gabinete do prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSDB), estavam escondidos em caixas de máscaras de proteção facial. A informação consta em relatório da Polícia Federal (PF) sobre a Operação Nácar-19, ao qual a TV Tribuna e A Tribuna tiveram acesso nesta quinta-feira (23). No mesmo documento, a PF revela que um apartamento localizado em Santos e em nome dos filhos do chefe do Executivo tinha "segurança de bunker" - estrutura usada em proteções de guerra. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo a PF, foram apreendidos, durante a operação da semana passada, R\$ 42.600,00 em cédulas. O valor estava em um armário no gabinete do prefeito, escondido em caixas de máscaras de proteção facial, um dos principais itens usados no combate à pandemia de covid-19. Outros R\$ 300 mil em dinheiro foram encontrados em um apartamento na Avenida Marechal Floriano Peixoto, na Pompeia, em Santos. Mesmo desocupado, o imóvel contava com um esquema de segurança classificado pela PF como igual ao de um bunker - estruturas usadas em guerras e geralmente construídas embaixo da terra para resistir a projéteis. Este apartamento tinha escritura de compra em nome dos filhos do prefeito, Lucas Suman e Válter Suman Jr. Apesar disso, as investigações da PF apontam que a autorização para entrada no local seria dada pelo próprio prefeito. No texto, a Polícia Federal também afirma ter apreendido R\$ 1.315.000,00 em dinheiro em um apartamento na Rua Cesar Vallejo, no bairro Real Parque, área nobre da Capital Paulista. O imóvel seria utilizado pelo secretário de Educação de Guarujá, Marcelo Nicolau, também alvo da operação ocorrida no último dia 15. No dia do cumprimento dos mandatos, o secretário havia afirmado, segundo a PF, guardar R\$ 500 mil no local. Nicolau declarou locar o imóvel de uma pessoa "cujo nome inteiro desconhece, sem contrato de locação", o que caracterizaria, de acordo com a polícia, a modalidade de ocultação de bens. [[legacy_image_105525]] [[legacy_image_105526]] O relatório da PF aponta que os agentes encontraram com o secretário recibos de compra de 312 de joias, que totalizavam R\$ 70.082,00. Todas estavam em nome da primeira-dama de Guarujá, Edna Suman, no apartamento onde ela e o prefeito moram, na Praia de Pitangueiras. Um relógio importado, cujo valor não consta no documento, também foi apreendido. O órgão federal classificou as quantias apreendidas como incompatíveis com o "poder aquisitivo dos conduzidos". Ainda segundo a PF, "os valores não constam declarados em Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF)" do prefeito e do secretário. O documento cita também decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal (STF), especificamente da Operação Lava Jato, para justificar as hipóteses de crime ao encontrar as quantias em dinheiro e enquadrar os fatos na Lei de Lavagem de Dinheiro. A Tribuna ainda não recebeu retorno da defesa de Válter Suman nem da assessoria de imprensa da Prefeitura de Guarujá. A defesa de Marcelo Nicolau, por sua vez, não foi localizada. [[legacy_image_105527]] [[legacy_image_105528]]