As praias da Enseada e de Pitangueiras são as mais afetadas de Guarujá pelo lixo, afirma moradora (Selma Braido) Guarujá é uma cidade altamente turística do litoral de São Paulo, que apresenta praias badaladas e recebe visitantes de todo o Brasil. Apesar do impacto econômico positivo, o município da Baixada Santista enfrenta um problema decorrente do turismo: o lixo descartado em lugares inadequados, principalmente na areia da praia. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a moradora de Guarujá, a consultora de agronegócios Selma Braido, as praias da Enseada e de Pitangueiras são alguns dos lugares mais afetados pelo lixo na orla. A munícipe relata que, aos finais de semana, as praias costumam receber diversas excursões, com pessoas que vão embora no mesmo dia. -praia (1.531297) De acordo com Selma, durante os momentos de lazer, esses visitantes tendem a não descartar o lixo que produzem de maneira adequada. “Eles usam a praia, ligam som alto, falam alto, se divertem e deixam para trás o lixo. Muita coisa vai para o mar". A moradora afirma que os trechos mais afetados são o Canto do Tortuga, na ponta direita da Praia da Enseada, e o Canto do Maluf, no final esquerdo da Praia de Pitangueiras. Segundo ela, os itens deixados incluem sacos de salgadinho, copos, canudinhos e fraldas. “Caminhar na areia no fim de tarde dá nojo", afirma a consultora. Selma acrescenta que, no Canto do Tortuga, a situação se agrava ainda mais, pois, além dos turistas, o local também é frequentado por jovens que consomem bebidas e descartam os recipientes inadequadamente na faixa de areia. Tartarugas no meio do lixo A moradora observa que, no último final de semana, havia tartarugas nadando em meio a sacos plásticos no mar do Canto do Maluf. “Uma tristeza”, classifica. Ainda conforme a consultora, a Prefeitura geralmente envia funcionários para realizar a limpeza da orla de noite, mas "não é suficiente", devido à grande quantidade. A Tribuna procurou a Administração Municipal de Guarujá para comentar a situação, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.