Exame toxicológico do corpo de Luca deu negativo (Reprodução) O corpo do PM desaparecido, Luca Romano Angerami, de 21 anos, foi encontrado com 18 perfurações causadas por projéteis de arma de fogo e um cadarço no pescoço. Luca foi visto pela última vez perto de um ponto de tráfico de drogas em Guarujá, em 14 de abril. As buscas resultaram em 11 suspeitos presos por envolvimento no crime. Segundo a Polícia Civil, o corpo de Luca foi encontrado em 20 de maio, enrolado em uma lona, na comunidade Vila Baiana. Na época, a identificação foi feita por meio de suas tatuagens. Agora, com os exames do Instituto Médico Legal (IML) concluídos, a causa da morte foi constatada como uma hemorragia interna por ferimentos de arma de fogo. O médico legista da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, apontou que o PM morreu aproximadamente seis semanas antes do corpo ser encontrado. O exame toxicológico, feito para identificar a presença de drogas no organismo, deu negativo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que o inquérito policial foi finalizado e relatado à Justiça. Desaparecimento Luca foi visto pela última vez em uma adega na comunidade Santo Antônio, com dois amigos. Por volta das 06h40, ainda no dia 14 de abril, câmeras de monitoramento o flagraram com as mesmas roupas (camiseta preta e calça jeans) em outra rua da comunidade, descendo de um carro prata. Ele estava sendo acompanhado por um homem até a biqueira. Eles entraram em outra rua e não foram mais vistos. O mesmo homem foi preso cinco dias depois e o automóvel abandonado na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. Luca e um amigo em uma adega na comunidade Santo Antônio (Reprodução) Criminosos presos Em 18 de abril, Carlos Vinicius Santos da Silva, de 26 anos, foi preso na Avenida das Acácias após ter mensagens no celular que comprovam a participação dele no crime. Ele é quem está ao lado do PM nas imagens da câmera de segurança. No dia seguinte, outros quatro homens foram presos, com base em depoimento e mensagens. Cada suspeito tinha uma responsabilidade, sendo elas: ficar com a arma da vítima, dirigir com Luca até a comunidade, abandonar o carro, e o próprio dono da biqueira. Segundo o delegado Fabiano Barbeiro, 11 pessoas foram presas durante as investigações, por suspeita de envolvimento na morte do PM, sendo a última em 3 de junho. Entretanto, informações adicionais sobre o caso não foram divulgadas pela Polícia Civil. Veículo prata foi abandonado na Rodovia Cônego Domenico Rangoni (Reprodução)