[[legacy_image_258468]] Um encontro de famílias, onde não faltaram abraços, emoção, e a sensação de vida nova. Ao reencontrar a adolescente Geovanah Cícera Gomes Barros, de 13 anos, que foi salva no mar em Guarujá, litoral de São Paulo, o cabo Rafael Menezes Ribeiro, do Corpo de Bombeiros, esteve acompanhado dos pais e do filho, Gael, de 2 anos. O restante da equipe de guarda-vidas que atuou no dia também marcou presença. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nem mesmo o pai de Rafael, que também foi bombeiro, acreditou no sucesso da ocorrência. Hoje aposentado, Paulo Antonio Ribeiro percebeu a dificuldade do salvamento logo de cara. "É uma situação ímpar, difícil de acontecer da forma como aconteceu. Outros heróis participaram de ocorrências parecidas, mas não igual a essa. Essa foi uma afirmação para essa menina, para o que ela tem de bom. Ela é uma escolhida", enalteceu o bombeiro aposentado. A mãe de Rafael, a aposentada Marli Veiga de Menezes Ribeiro, recorda as inúmeras imagens e gravações que surgiram com o acidente de moto aquática. E nenhuma foi vista por ela de cara. "Eu não consegui assistir as imagens todas da primeira vez. Foram muitas imagens que chegaram, não tinha notícia dele (Rafael). Eu fiquei nervosa, e não consegui assistir. Nada acontece por acaso, e Deus está sempre no comando de tudo", comemorou. Trabalho conjunto Além de Rafael Menezes, o cabo Luiz Marcos Evangelista também esteve na ocorrência e conseguiu salvar o pai de Geovanah no mar. Ela, no entanto, foi levada pela correnteza até uma caverna coberta por rochas. [[legacy_image_258464]] "Foi um salvamento difícil, um trabalho em conjunto. Eu retirei o pai do local, e a filha não consegui tirar de cara. Infelizmente ela caiu em cima de uma pedra e ficou presa em um buraco. Ficamos ansiosos esperando esse dia, até saber que ela vai voltar para sua vida normal", disse o cabo Evangelista. Do salvamento ao drama da recuperação Ao reencontrar Geovanah, Rafael Menezes enalteceu como estava torcendo pela recuperação da adolescente. O cabo entregou à jovem um buquê de flores e um colete do Corpo de Bombeiros que leva o nome dele. A mãe de Geovanah, Ester Correa, também estava no encontro. "Eu estava ansioso pela melhora dela. Tinha certeza (que ia melhorar), mas a gente estava nesse drama. Todo um trabalho, um esforço, e um ciclo que se fecha com um sucesso incrível, uma obra divina. É emocionante", destacou Rafael. O guarda-vidas citou ainda a referência e inspiração que teve no pai, que também fez carreira na corporação. "Meu pai foi um dos que me formaram. É o cara que me formou guarda-vidas pela primeira vez, é meu maior exemplo na profissão. Acho justo ele estar (no reencontro), e minha mãe sempre me deu suporte", comentou.