A sirene de emergência só foi acionada uma vez em Guarujá nesta temporada (Sílvio Luiz/ AT) Caiu 47,1% o volume de ocorrências que demandaram intervenção técnica em Guarujá, no litoral de São Paulo, durante a vigência do Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC), de dezembro a março últimos — período mais chuvoso e propício a inundações e deslizamentos em áreas de risco na Baixada Santista. O dado é da Prefeitura. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Outro fato é que a sirene de emergência instalada na Escola Municipal Sérgio Pereira só foi acionada uma vez. “Conseguimos reduzir drasticamente a necessidade de vistorias de emergência porque o trabalho de casa foi bem feito. Atuamos intensamente na adequação aos procedimentos operacionais de trabalho, com foco nas boas práticas e no planejamento contínuo, o que resultou em uma Cidade mais resiliente e segura”, comentou o diretor da Defesa Civil, Luiz Carlos Ribeiro. No período do PPDC, realizaram-se 37 vistorias. Dessas, dez resultaram em interdição onde o solo atingiu saturação crítica. Quatro bloqueios foram definitivos. “O saldo foi extremamente positivo, pois demonstra uma Defesa Civil mais inteligente e menos reativa, focada em cessar o risco antes que ele se torne um desastre, resultando em maior proteção para a população de Guarujá.” Neste ano, moradores das principais áreas de risco da Cidade foram treinados e atuaram como informantes para o órgão e para a comunidade. Guarujá mantém alerta permanente contra desastres como o de 2020, onde 34 pessoas morreram após deslizamento. Mais de 1.600 moradias em 14 áreas de alto risco são monitoradas anualmente. Entre os pontos estão Morro do Macaco Molhado, Cantagalo, Vila Baiana, Barreira do João Guarda, Cachoeira e Morro da Vila Júlia.