Governo Federal e Prefeitura aguardam homologação da pista do Aeroporto de Guarujá por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) (Vanessa Rodrigues/ AT) O Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá, no litoral de São Paulo, aguarda homologação da pista de pouso e decolagem, já construída, por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A aprovação é um dos focos das autoridades para o segundo semestre de 2026, assim como o andamento do projeto do terminal de passageiros. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! As informações são do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e da Prefeitura de Guarujá. Em nota para A Tribuna, o MPor disse que as obras referentes às melhorias da pista de pouso e decolagem já foram executadas, restando o processo de homologação da Anac. Outro pilar para o andamento do aeroporto é o projeto do terminal de passageiros, que, segundo o MPor, "já foi objeto de repasse dos valores integrais previstos pela União". A Prefeitura de Guarujá diz que a construção do terminal está em execução, "conforme o cronograma físico e financeiro". Também está em andamento o estudo para atualização dos planos de proteção aérea, com o intuito de garantir a segurança dos pousos e decolagens. Trata-se de uma etapa preliminar e obrigatória para a instalação do aeroporto, que fica na Base Aérea de Santos. "Os estudos de zoneamento aéreo são o PBZPA – Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo e o PZPANA – Plano de Zona de Proteção de Auxílios à Navegação Aérea, que serão desenvolvidos junto à empresa Surface Engenharia e Topografia LTDA. O próximo passo é a entrega das obras físicas e obtenção dos licenciamentos necessários para a operação do aeroporto", destaca a Prefeitura. A Tribuna procurou a Anac e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), para mais informações sobre o andamento da montagem do aeroporto, mas não obteve respostas até a publicação desta matéria. Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá deve receber voos para até 50 passageiros (Vanessa Rodrigues/ AT) Companhias aéreas Até o momento, não há anúncio oficial sobre quais companhias aéreas irão operar no Aeroporto de Guarujá, conforme informado pelo MPor. A pasta federal diz que a decisão "cabe exclusivamente às empresas aéreas, que avaliam aspectos como demanda, viabilidade econômica e planejamento de suas malhas". Também caberá às companhias aéreas definir quais tipos de voos e rotas serão oferecidos. Segundo o MPor, as empresas decidirão "se ofertarão voos comerciais regulares, diretos ou com escalas, além de outras modalidades de operação compatíveis com a infraestrutura do aeroporto", conforme a demanda de mercado e as estratégias comerciais. A Prefeitura ressalta que o empreendimento receberá voos comerciais executivos, e que as empresas interessadas "estão aguardando as autorizações da Anac para manifestarem o interesse de operar no aeroporto" A Tribuna também procurou companhias aéreas para saber se há intenção de operar no Aeroporto de Guarujá. Em nota, a Azul disse que, até o momento, "não há definição sobre um planejamento de operações" no local, mas que segue "atenta ao mercado e avalia constantemente as possibilidades de incremento de sua malha". Também por nota, a Gol disse que "avalia continuamente oportunidades de expandir sua malha aérea regional, nacional e internacional, conforme viabilidade econômica e de infraestrutura". A empresa diz que "novidades com relação a novos destinos e rotas serão comunicadas oportunamente", sem mencionar diretamente o Aeroporto de Guarujá. Em contato com a Latam, foi informado que, até o momento, a empresa não possui frota de aviões para a categoria 2B, prevista para operar no Aeroporto de Guarujá. Infraestrutura A expectativa é que o Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá receba voos comerciais somente em 2027, ainda sem data definida para o início das operações. O empreendimento promete movimentar a economia e o turismo na Baixada Santista. O aeroporto deve operar com aeronaves da categoria 2B, como os modelos Grand Caravan C208B, Super KingAir 350 e ATR 42-600, chegando a transportar, no início das operações, até 50 passageiros por voo.