[[legacy_image_225021]] O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski avalia que o próximo governo brasileiro deve traçar uma nova política carcerária para reduzir o número de presos que cometem pequenos delitos. O magistrado esteve em Guarujá, neste sábado (26), para um evento com empresários e representantes dos três poderes. Ao conversar com jornalistas, Lewandowski avaliou como desafios da segurança pública o combate ao crime organizado, às milícias e ao crescimento da população carcerária, o qual classificou como exponencial. "Temos muita gente encarcerada porque cometeu delitos de menor potencial ofensivo, não oferecem nenhuma periculosidade para a sociedade. É possível estabelecer penas alternativas", disse. O ministro ainda mencionou números. Segundo Lewandowski, 40% dos cerca de 800 mil presos no Brasil são em caráter provisório, sendo que esses "passam meses ou anos sem ver o juiz". "Se nós permitirmos o aumento exponencial, como estamos vendo, da população carcerária, vamos estar alimentando o crime organizado. Aqueles que cometem pequenos delitos são arregimentados pelo crime organizado", ressaltou. Relação entre os poderes O ministro do STF falou ainda em pacificar o País nos próximos anos, após uma eleição acirrada e polarizada, e defendeu que os debates de questões nacionais sejam feitos no Congresso Nacional. "Tenho esperança que nós pacifiquemos o País. As eleições foram disputadas democraticamente, sob a supervisão da Justiça Eleitoral, que é um poder neutro. Esse clima de pacificação vai se instalar também entre os poderes, porque vai haver mais diálogo. As grandes questões nacionais precisam ser discutidas no parlamento", declarou.