Pais de alunos reclamam sobre mudança de escola (Reprodução) Mães e pais de alunos da Escola Municipal Vereador Ernesto Pereira, em Guarujá, estão indignados com uma notícia inesperada: foram comunicados para comparecer em uma reunião que anunciaram a realocação de seus filhos para outra escola, a Vicentina Lammas do Valle. Esta mudança divulgada pela direção será feita após o recesso e se deu por conta de reformas que a Escola Municipal Professora Ivonete da Silva Câmara passará e terá que passar seus alunos para a unidade em questão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo os pais, a reunião aconteceu em dois períodos de quinta feira (11), sendo eles 10 horas para o Ensino Infantil V e 16 horas para o Infantil IV. A mudança revoltou os pais das crianças que estudam no local, que alegam ser a segunda vez que acontece. No mesmo ano comentam que já tiveram que mudar seus filhos de escola, porém desta vez não foram ouvidos antes da realocação. Eles alegam que a mudança para seus filhos será algo bem drástico, pois já estão acostumados com o local de estudo, o ambiente é capacitado para a altura e tamanho dessas crianças, as pias e cadeiras são adequadas para os estudantes e existem algumas mães que são responsáveis por filhos autistas, que relatam que esta realocação será ainda mais prejudicial para elas, por conta de que seu filho é acostumado com aquele local. A auxiliar administrativa Karoline Rosa Santana, de 30 anos, é mãe de um menino de 5 anos que faz parte do Ensino Infantil V. Ela diz que foram comunicados para comparecerem em uma reunião, porém tudo já estava embalado em caixas para serem levados a outra escola quando chegaram no local. “Foi enviado um comunicado no grupo da escola informando que teria uma reunião no dia 11, quando chegamos na escola olhamos para as salas de aula e os materiais já estavam todos em caixas. A equipe da Secretaria de Educação (Seduc) já foi com a decisão tomada, não pediu opinião de ninguém. nem dos funcionários, professores". Ela também reclama que a escola que seus filhos serão direcionados não tem a estrutura adequada e que nenhum pai está de acordo com esta decisão. “É um sentimento de indignação, até porque no início do ano já teve outro problema de mudança, estão achando que somos palhaços". Revolta que também atinge a técnica de enfermagem Lais Rocha de Oliveira, de 30 anos, é mãe de um aluno de 4 anos do Ensino Infantil IV. Ela também se sente indignada por conta desta mudança e ressalta que só foram chamados para serem avisados e não para opinar sobre a decisão tomada. Relato compartilhado também pela maquiadora Bárbara Luz, de 25 anos. Ela é mãe de um menino de 4 anos que está no Ensino Infantil IV e é autista nível 3 de suporte. Ela destaca que não foi ouvida, não teve nenhuma chance de se explicar, só os chamaram para anunciar este comunicado. “Indignação e revolta, me sinto incapaz, onde não tivemos nem a chance de argumentar. A Seduc e a Prefeitura decidiram sozinhos. Esse transtorno de realocação para qualquer criança de 4 ou 5 anos já é algo difícil, agora para uma criança atípica é duas vezes pior". O filho da autônoma Thyara Germano, de 37 anos, é aluno da unidade. O estudante é autista nível 1 de suporte e a responsável se sente indignada com esta situação, pois afirma que seu filho mal se adaptou na rotina e já irá ter que mudar novamente. “Sinto revolta e angústia, sem voz ativa, com os meus direitos de cidadã rompidos, pois matriculei meu filho no Ernesto Pereira. Se eu quisesse ele no Vicentina, que fica a 20 minutos de bicicleta da minha casa, eu teria feito a matrícula para lá". "Não podemos aceitar isso", reforça o técnico de enfermagem Flávio Romão de Castro, de 44 anos, e pai de uma aluna de 5. "Não estão visualizando o bem-estar das nossas crianças". O que diz a Prefeitura? A reportagem de A Tribuna procurou a Prefeitura de Guarujá que informou, em nota, que na segunda quinzena do mês de julho iniciará a reforma completa da Escola Municipal Professora Ivonete da Silva Câmara, uma intervenção aguardada há anos, com prazo de 12 meses para conclusão. Para isso acontecer, cerca de 460 matriculados do Ensino Fundamental 1 e 2 serão realocados com os colaboradores para a Escola Municipal Vereador Ernesto Pereira. A Prefeitura explicou que a unidade é o único espaço físico com capacidade adequada e com um equipamento de Educação Infantil bem próximo para atender suas 163 crianças da mesma faixa etária, trata-se da Escola Municipal Vicentina Lamas do Valle (Pae Cará), situada em imóvel no mesmo bairro, a cerca de oito minutos de distância caminhando e que, inclusive, no início deste ano já acomodou a mesma turma, devido a uma interdição temporária. A Administração também citou que durante o recesso escolar, que acontece entre os próximos dias 15 e 28, serão realizadas todas as adequações estruturais cabíveis nos prédios envolvidos, como adaptações nos banheiros e mobiliários. Além disso, a Seduc fornecerá transporte escolar gratuito aos alunos da Escola Municipal Professora Ivonete da Silva Câmara que precisarem. Por fim, também garantiu que o objetivo é assegurar o ensino de toda a comunidade escolar, ofertando a infraestrutura, conforto e segurança necessários.