[[legacy_image_297937]] Três dedos quebrados no pé direito após um acidente de moto levaram Helton Henrique de Oliveira Borges, de 20 anos, a parar de trabalhar. Como motoboy, era ele quem levava o sustento para casa onde vivem outras três pessoas em Guarujá, litoral de São Paulo: o pai, a mãe e o irmão mais novo. Mesmo com a mãe trabalhando como motorista de aplicativo, os problemas financeiros vêm aumentando, já que a família não tem conseguido dinheiro nem mesmo para o aluguel. AcidenteO acidente aconteceu no dia 3 de setembro, enquanto Helton voltava da casa da noiva pela Avenida Rio Amazonas, no bairro Balneário Praia do Perequê, no Guarujá. Um carro avançou na frente do motociclista, que não conseguiu frear a tempo e bateu no veículo, sendo arremessado sobre ele. “O carro não me viu, e acabei arrastando as mãos, os pés e o joelho no asfalto”, conta Helton. O jovem foi levado ao Pronto Atendimento do bairro e posteriormente para o Hospital Santo Amaro, onde ficou dois dias internado. Além das escoriações, ele teve fraturas no 2º, 3º e 5º metatarso no pé direito. “Além de eu ter ficado machucado e impossibilitado de trabalhar a minha moto ficou destruída. A previsão é que eu consiga voltar só dentro de três meses”, explica o motoboy. [[legacy_image_297938]] Helton era autônomo, e além do registro como Microempreendedor Individual (MEI), pagava as taxas trabalhistas por conta própria. Com o acidente, ele acionou o Instituto Nacional de Seguro Social (Inss), mas segundo ele, o processo ainda segue em análise. No momento, Helton faz uso de uma tala e uma bota no pé direito, além de retornar de três em três dias ao Hospital Santo Amaro para fazer curativos. Drama familiarAgora sem trabalhar, a família de Helton está sendo sustentada somente pela mãe que faz trabalhos como motorista de aplicativo. Já o pai de 78 anos, no ano passado foi diagnosticado com câncer de próstata, e desde então está acamado com tratamentos paliativos. “Ele teve um quadro de metástase, que fez com que o câncer evoluísse para a região da coluna, tornando ele paralítico. Depois que ele ficou mal, tive que redobrar a minha carga horária de trabalho e cheguei a trabalhar das 8h às 22h”, explica Helton. Com a doença do pai, os custos com plano de saúde, medicação e fraldas são elevados, por isso ele conta que neste mês, não conseguiram nem pagar o aluguel no valor de R\$ 1,3 mil. “Por isso, decidimos até criar uma vaquinha virtual, para levantar esse valor e pelo menos conseguirmos pagar o nosso aluguel. Quem quiser e puder ajudar, pode doar qualquer quantia”, relata. Os interessados em contribuir com a vaquinha, podem clicar aqui. O maior desejo de Helton no momento é voltar a trabalhar para poder voltar a contribuir com a família e trazer o sustento pra casa. “Eu era quem mais trabalhava em casa e ficar em casa agora tem sido difícil. Agora dependemos da ajuda de outros, mas espero que logo eu mesmo possa retornar a prover o que a minha família precisa”, finaliza.