[[legacy_image_304989]] Quase quatro anos após as 34 mortes causadas em Guarujá pelo temporal de março de 2020, a Prefeitura terminará, em fevereiro próximo, as obras de contenção das encostas do Morro Barreira do João Guarda, na Enseada. São R\$ 33,7 milhões em obras que exigem, até, o uso de “rapel” pelos operários. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Os serviços transcorrem desde junho. A contenção, feita por uma equipe especializada, demanda a utilização do sistema por se tratar de um paredão íngreme. As técnicas de contenção consistem na aplicação de solo grampeado verde (contenção de terreno), cortina atirantada (parede em concreto armado) e hidrossemeadura (pulverização de mistura de elementos como sementes e matéria orgânica). O material é transportado por andaimes. O secretário de Infraestrutura e Obras de Guarujá, Adilson de Jesus, explica que “temos alguns cuidados na parte de execução. Usamos o nome comercial rapel, que é um sistema em que a gente trabalha com a cadeira amarrada para que os operadores consigam chegar à parte (mais alta) do morro. É um morro praticamente vertical e, com essa metodologia, a gente consegue dar segurança e fazer toda a parte de grampeamento e jateamento de concreto”, explica. Em relação aos outros morros de Guarujá, o secretário explica que os deslizamentos são menores e que a contenção pode ser feitas com monitoramento. “Nos outros morros que sofreram deslizamentos menores, conseguimos trabalhar com limpeza, manutenção e acompanhamento junto à Defesa Civil”, afirma Jesus. Uma galeria de drenagem pré-moldada, um serviço de microdrenagem com bueiros, guias e sarjetas no último quarteirão da Avenida Atlântica e os serviços de macrodrenagem no canal próximo ao morro já estão prontos.