Fornecimento de luz é motivo de polêmica em Guarujá (Roigério Soares/AT/Arquivo) Uma moradora do Jardim Boa Esperança, em Guarujá, alega que foi acusada pela empresa Energia Ativa, ligada à CPFL, do uso de ligação irregular de energia em sua casa, o famoso “gato”. Segundo ela, as contas estão em dia. Além disso, teria sido feita uma vistoria sem acompanhamento do dono da casa – no documento, consta o nome de uma outra pessoa, que ela sequer conhece. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Estou pagando uma multa de R\$541,00. De outros vizinhos, chegam a cobrar R\$ 5 mil. Esta é a segunda vez que sou cobrada. Quero provar que não sou autora do que estão me acusando. Porém, segundo a empresa, se não fosse feito acordo, eu poderia ter corte de energia e o nome negativado”, alega a moradora, que não quis se identificar. Ela relata que um aumento na conta de luz era até esperado, por conta do uso de ar-condicionado e de bomba d’água (devido a problemas de abastecimento em Guarujá), mas diz que nada perto do que ela recebeu. “A gente só veio a saber quando chegou a comunicação pelo correio, já com o valor de R\$ 541,00 para pagar. Nessa mesma carta, dizia que, se não fosse feito um acordo - poderia até entrar com recurso administrativo, mas, se não entrasse em acordo, correria o risco de ter o corte o nome negativado. Quando fomos à sede da empresa, no Centro de Santos, nos disseram a mesma coisa”, conta. A moradora alega que vive em um conjunto de sobrados, no qual os relógios ficam na frente de cada bloco, o que aumenta a indignação. “Tem pessoas que não têm relógio, mas tem energia. Foi explicado isso a eles. Mesmo assim, me cobraram”, acrescenta. Outro lado Em nota, a CPFL Piratininga afirma que, “em inspeção realizada no local e seguindo rigorosamente todas as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), foi identificada uma manipulação no medidor de energia do imóvel, que registrava um consumo inferior ao total utilizado. A ligação foi regularizada e o cálculo da quantidade de energia desviada, bem como os respectivos valores, será feito pela concessionária e repassado ao responsável pela unidade consumidora”. “A concessionária reforça que ligações clandestinas colocam em risco a segurança do cliente e moradores do entorno, além de comprometer a qualidade no fornecimento de energia”, completa a nota.