[[legacy_image_243801]] Quando tinha 8 anos, Karolina Nascimento Vieira, de Guarujá, litoral de São Paulo, teve que lidar com dois traumas que mudaram sua vida da noite para o dia: a perda da mãe e uma lesão medular que a colocou em uma cadeira de rodas. Foi em um acidente envolvendo um carro desgovernado em 2003.Hoje, aos 27 anos, ela luta para conseguir uma melhor qualidade de vida. Para isso, precisa de uma cadeira de rodas motorizada e tenta arrecadar dinheiro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Karolina mora na Estrada Guarujá-Bertioga e diz que, por conta da distância entre sua casa e outros pontos da Cidade, o local é um impasse para sua mobilidade. “Esse ano vai completar 20 anos que fui atropelada na frente da minha casa. Faço minhas atividades sozinha, porque minha mãe morreu no acidente e meu pai já vai fazer 70 anos, então tento dividir com ele para não sobrecarregar. As pessoas sempre me cobram, porque eu me esforço muito”, conta. “Ando quilômetros pelo meu pai, vou ao médico e ao mercado. Uma vez, uma senhora acabou me ajudando para eu começar uma vaquinha. Ela colocou uma placa com a minha história na loja dela e outros estabelecimentos fizeram o mesmo”, diz. Karolina explica que, por conta da lesão medular ter cerca de 10 anos, ela adquiriu muitas limitações. “Tenho muita falta de ar, passo mal e tenho queda de pressão. Na pandemia, eu parei de frequentar a academia e foi piorando. Perdi peso e isso está dificultando muito a minha vida, mas as coisas não param. Tenho minhas obrigações do mesmo jeito e os locais não são de fácil acesso aqui, tem muita areia e lama”. Ela diz que o ponto de ônibus, principal meio de locomoção, fica a quase um quilômetro da casa dela. A cadeira de rodas motorizada custa R\$ 15 mil, mas parte do valor já foi arrecadado. AcidenteAposentada, Karolina conta que, na época do crime, a mãe dela pediu uma feijoada e sentaram na frente de casa para pegar sol. “Um carro desgovernado veio sentido Bertioga e pegou a gente de costas. Me deixou uma cicatriz de 110 pontos nas costas, eu voei e acabei quebrando a coluna. Minha lesão é nas vértebras e medulares. Ele atropelou quatro pessoas, minha mãe, meu pai, minha vizinha e eu”. A morte da mãe de Karolina só lhe foi informada após sua volta de São Paulo, onde passou por um procedimento cirúrgico na coluna. “Minha mãe acabou morrendo em decorrência do acidente. Teve perfurações no intestino e não sobreviveu”. Por conta do luto intenso, a mulher explica que não sofreu com a adaptação na cadeira de rodas. “Lembro que não tive dificuldade em me adaptar. De início, eu tinha muita vergonha da minha cicatriz nas costas. Coisa de criança. Mas a minha maior dor era a perda da minha mãe, como eu sofria pela morte, não sentia tanto a lesão medular” Como ajudarPara contribuir com o sonho de Karolina e dar a oportunidade de aumentar sua mobilidade, é possível realizar qualquer doação para ajudar a comprar a cadeira motorizada pela chave pix: kaadeirante@gmail.com