[[legacy_image_93462]] De doação em doação, uma família de Guarujá conseguiu construir e mobiliar uma casa ‘do zero’ em apenas nove meses. Isso porque os familiares de Rosely Augusta de Siqueira se mobilizaram após a mulher – que descobriu um mioma na barriga - ficar sem local para morar depois do divórcio, já que ela vivia com o ex-marido. A história ganhou repercussão na web e, por meio de vaquinhas, doação de materiais e venda de bolos, Rosely ganhou um novo lar. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em conversa com A Tribuna, a analista administrativo Victoria Augusta dos Santos Siqueira, de 24 anos, conta como surgiu a ideia de pedir ajuda por meio da internet. Ela é sobrinha de Rosely e, junto com a irmã, foi a responsável pela mobilização em prol da casa. “Eu e minha irmã ficamos inquietas com a situação porque além de tudo, minha tia está com um problema de saúde muito sério”, afirma, referindo-se ao mioma que Rosely descobriu ter na barriga, que a impede de trabalhar até passar por cirurgia. Segundo Victoria, o mioma foi descoberto ainda pequeno, mas após dois anos na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), está grande e correndo risco de estourar. [[legacy_image_93704]] Desta forma, em novembro de 2020, a analista administrativo resolveu criar uma vaquinha virtual para contar a história de Rosely. “Pedimos ajuda de qualquer valor para darmos início a esse projeto”, destaca. Enquanto isso, a tia morava nas casas dos irmãos. Segundo Victoria, a tia tinha uma casa de madeirite feita nos fundos do terreno da avó em que ela morava antes de se mudar com o marido. Porém, a residência se deteriorou com o tempo. “Mesmo assim ela queria se mudar para lá, pois não tinha seu lugarzinho”, explica. Desta forma, a família já tinha onde construir o novo lar. [[legacy_image_93461]] Após a vaquinha virtual, a família recebeu muito apoio de internautas por meio de doações e compartilhamentos. Porém, foi quando ela compartilhou a história em um grupo da região no Facebook que a vaquinha viralizou. “Muita gente abraçou a causa, doou dinheiro, coisas de casa”, relata a analista. De acordo com ela, até uma ONG de São Vicente entrou em contato e colaborou com os custos do telhado da casa. No início deste ano, porém, Victoria se reuniu com a irmã e a mãe, que tiveram a ideia de vender bolos para intensificar ainda mais na arrecadação para as despesas da obra. “Fiz uma página no Instagram chamada ‘Mãos a obra’ e começamos a divulgar os bolos e vender”, enfatiza. Mesmo com o ‘comércio’, as doações continuaram. “Muita gente entrando em contato comigo, sempre recebendo doações de materiais e itens de casa”, afirma. Desta forma, após nove meses de campanha e venda de bolos, a residência ficou pronta. Para a mudança de Rosely, faltam somente alguns itens de higiene pessoal, mantimentos, jogos de cama, toalhas e coisas mais básicas, que ainda não foram comprados por conta das dívidas da obra. No entanto, a casa já possui os móveis, que foram vindos de doações. Segundo Victoria, apenas uma televisão usada foi comprada. Desta forma, o dinheiro da venda de bolos foi usado para pagar o material e a mão de obra do pedreiro, que teve como ‘ajudantes’ o tio e pai da analista administrativo: “Não tínhamos condições de pagar ajudante de pedreiro”. [[legacy_image_93463]] De acordo com Victoria, ela não imaginaria que o projeto ‘amador’ ganharia tanta repercussão, pois nunca havia feito uma campanha parecida, apesar de realizar doações para outras pessoas quando podia. Desta forma, o maior sentimento é de gratidão. “Primeiramente a Deus que permitiu tudo isso e que nos conduziu. Depois a minha família e todas as pessoas que contribuíram. Sem a contribuição de todos, a gente com certeza não conseguiria ter feito o que a gente fez”, finaliza a analista, dizendo que agora a ‘luta’ é para Rosely fazer a cirurgia e conseguir ter qualidade de vida.