Impressão e montagem do material demorou menos de 24 horas (Reprodução) Emanuelly de Azevedo Guimarães, de 6 anos, ganhou uma prótese articulada feita por universitários e uma impressora 3D em Guarujá, no Litoral de São Paulo. A menina nasceu sem a mão direita e teve a vida transformada pela prótese, que foi projetada com base em suas necessidades. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A prótese foi produzida no curso de extensão "Introdução à Tecnologia 3D e Manufatura Aditiva", da Unaerp Guarujá, por alunos de Medicina, Enfermagem e Fisioterapia. Estudantes de pós-graduação em Biomecânica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também auxiliaram no projeto. Os profissionais analisaram a malformação congênita de Emanuelly e mediram seu braço para realizar a impressão, limpeza e montagem do material, que durou menos de 24 horas. Diante disso, iniciou-se o processo de adaptação. Segundo a mãe, Mikaela de Azevedo Timóteo, a garota tinha dificuldades para usar garfo e faca nas refeições. "Agora (com a prótese) ela está reaprendendo atividades 'básicas', com mais segurança e comodidade, consegue concluir tarefas do dia a dia e está mais próxima dos amigos na escola. Ela ficou muito, muito animada mesmo". "Ela queria que fosse rosa, e conseguiram. Colocaram até um adesivo que ela queria, da princesa que ela gosta", contou Mikaela. Funcionamento O projeto foi desenhado virtualmente por meio de um software, e materializado com o uso de PLA, um termoplástico biodegradável utilizado em embalagens e produtos do cotidiano. Esse PLA foi aquecido no interior da impressora 3D e deu forma às peças, que são interligadas por um sistema de cabos e articulações. De acordo com a coordenação do curso de extensão, não há nenhum dispositivo eletroeletrônico na prótese, pois ela é completamente mecânica. Além disso, é a prova d'água e tem uma ponta intercambiável, para trocas conforme o gosto e tamanho da pessoa, que crescerá com o passar dos anos.