[[legacy_image_313646]] Uma menina de 5 anos foi submetida a uma cirurgia para retirar um dedo extra da mão direita. A condição é conhecida como polidactilia e se trata de uma má-formação genética que pode ocorrer nas mãos ou nos pés. O procedimento foi realizado na Casa de Saúde de Guarujá pelas médicas Daniella Dantas de Oliveira e Carolina Lourenço Crosariol. Conforme a unidade de saúde, foi a primeira vez que o hospital fez uma cirurgia com alto nível de dificuldade em um caso do tipo. Lorena Silva é moradora de Guarujá e há cerca de seis meses começou a fazer tratamento com Daniella, que é ortopedista pediátrica. A especialista explica que a menina tinha característica pré-axial, quando há um dedo excedente ao lado do polegar. Ele não se mexia, atrapalhava o manuseio de objetos. “Esse foi um caso muito complexo, pois havia uma duplicação quase completa do polegar, incluindo as falanges e os metacarpos, além de as estruturas neurovasculares serem muito pequenas, com calibre de um fio de cabelo”, comenta Daniella. Por isso, ela conta que pediu ajuda de Carolina, especialista em mãos, que operou Lorena utilizando uma lupa, para que não houvesse risco de lesão durante a cirurgia. A médica conta que, além da amputação do dedo excedente, foi necessário suturar nervos e tendões, e fazer o ressecamento de um dos ossos da mão. Toda a cirurgia foi realizada com anestesia geral. RecuperaçãoA especialista explica que esse tipo de procedimento é indicado para crianças a partir de 1 ano e antes dos 4 anos, mas que Lorena começou a ser atendida um pouco mais tarde. No entanto, Daniella conta que a cirurgia, realizada há um mês, foi bem-sucedida e que a criança se recupera. “Os pontos foram feitos com um fio que fica na pele, e esperamos ele cair. Passamos por consulta de retorno recentemente, e eles estão ótimos. Mesmo (com a criança) ainda se queixando um pouco de dor, tudo está bem”, relata. Ela conta que casos como este tendem a acontecer por fatores genéticos, mas há situações nas quais não se registra polidactilia na família. Daniella explica que a condição se deve a uma má-formação do bebê na gestação. “Essa foi a primeira vez que fiz uma cirurgia de polidactilia com essa complexidade. Agora que deu tudo certo, dá uma satisfação imensa, é uma maravilha. Eu amo trabalhar com crianças, e ver o sorriso delas depois dos procedimentos é recompensador”, avalia a especialista.