[[legacy_image_124399]] Uma adolescente de 13 anos, que é deficiente auditiva, apresentou lesões corporais após voltar da escola onde estuda em Guarujá, litoral de São Paulo. Segundo a mãe, a ajudante de cozinha Paula do Nascimento Santos, de 39 anos, a filha relatou que foi agredida pela professora que a acompanha nas aulas (designada para ajudá-la por conta da deficiência). O caso foi levado pela mãe à Secretaria Municipal de Educação e ao Ministério Público. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As agressões contra Yasmim do Nascimento Santos foram percebidas pela mãe em setembro, quando a filha chegou em casa com os óculos quebrados. De acordo com Paula, outros episódios de agressões aconteceram nos meses seguintes. "Minha filha chegou com os óculos quebrados e falou que tinha sido a professora que tinha dado um tapa no rosto dela e os óculos caíram no chão. Ela gosta da escola e quer ir, mas não deixo. Não confio mais. Acreditei neles (educadores) e minha filha voltou a ser agredida", desabafa a mãe, em conversa com A Tribuna. A adolescente é estudante do 6º Ano do Ensino Fundamental na Escola Municipal Professora Dirce Valério Grácia, localizada no Jardim Tejereba, em Guarujá. Imagens obtidas por A Tribuna mostram lesões sofridas pela adolescente no pescoço e no rosto. Paula afirma que as fotos foram tiradas no dia 27 de outubro, logo após Yasmim chegar da escola. Uma semana antes, a jovem já havia sinalizado à mãe que recebeu um tapa no rosto dentro da sala de aula. Por conta do medo de novas agressões, Paula conta que a filha não tem ido para a escola há duas semanas. "Ela tem medo da professora, manda eu chamar a polícia para prendê-la. Ela ama ir para a escola, chora todos os dias porquê quer ir e ver os amigos dela que também são surdos. Muito difícil a situação. Não sei mais o que fazer para resolver", desabafa a mãe. RespostaEm nota, a Prefeitura de Guarujá disse que abriu um processo administrativo para apurar os fatos e que a professora acusada está afastada desde outubro por motivos de saúde. A Reportagem procurou o Ministério Público, mas não recebeu um posicionamento até a publicação desta matéria.