Profissionais iniciaram greve no Santo Amaro na segunda-feira, mas sem afetar urgências e emergências (Matheus Tagé/Arquivo AT) Médicos do Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá, no litoral de São Paulo, afirmam estar com salários atrasados há mais de quatro meses. Um deles, sob anonimato, relata que os profissionais não tiveram atenção da diretoria na busca de uma saída e, por isso, iniciaram uma greve na segunda-feira. “O serviço continuou atendendo as urgências e emergências. Então, não tem abandono de atendimento”, disse. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Uma gestante que pretendia dar à luz na unidade e também não quis ser identificada precisou recorrer a Santos. “Por estar com 41 semanas (de gravidez), precisaria fazer um parto eletivo (não emergencial), mas busquei atendimento em Santos e farei lá. Eu, graças a Deus, tenho condições para me deslocar, mas temos pessoas de baixa renda em Guarujá, que nem o dinheiro da balsa possuem. Espero que tudo se organize.” Alega insuficiência O Hospital Santo Amaro informou, em nota, não haver paralisação e que os atendimentos de urgência e emergência estão mantidos e funcionando normalmente. “Esclarecemos que os pagamentos municipais estão em dia. Porém, os valores pactuados no Governo anterior não são mais suficientes para cobrir os custos hospitalares, o que vem determinando desacerto nos pagamentos das equipes”, disse o HSA. Ainda de acordo com o hospital, apenas os procedimentos eletivos estão suspensos temporariamente. “O HSA já está viabilizando ações conjuntas com o apoio da Prefeitura para readequar o fluxo e normalizar o atendimento o mais breve possível”, detalhou, na mesma nota. Surpresa A Administração Municipal informou que acompanha de perto a situação. “A Secretaria Municipal de Saúde foi surpreendida com a notícia de problemas nos atendimentos da maternidade e da ortopedia e esclarece que a Prefeitura está em dia com o repasse mensal ao hospital, que recebe R\$ 9,5 milhões todos os meses para a realização de atendimentos via SUS.” O Sindicato dos Médicos de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá e Praia Grande (Sindimed) informou que, até esta quinta (7), não foi formalmente procurado por grupos de profissionais, mas iniciou apuração em órgãos competentes para esclarecer os fatos. Prefeitura Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou ter sido “surpreendida com a notícia de problemas nos atendimentos da maternidade e da ortopedia, e esclarece que a Prefeitura está em dia com o repasse mensal ao hospital, que recebe R\$ 9,5 milhões todos os meses para a realização de atendimentos via SUS”. Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, teve contrato rescindido com gestora (Alexsander Ferraz/AT) Rescisão em Praia Grande A Tribuna noticiou nesta quinta-feira que a Prefeitura de Praia Grande rescindiu o contrato de gestão do Complexo Hospitalar Irmã Dulce com a Biogesp. A organização social, nesta quinta (7), declarou que a medida foi precipitada e sem respeito ao processo legal. Segundo a entidade, apesar de ter recebido dez dias para apresentar defesa após notificação, em 30 de abril, a rescisão foi publicada já nesse período. A organização sustenta que a decisão teria sido antecipada para viabilizar a transferência da gestão à empresa pública municipal criada pela Prefeitura. Por isso, adotou medidas judiciais e acionou órgãos de controle, como o Tribunal de Contas de SP. A organização negou irregularidades e disse continuar responsável pela gestão.