Caso aconteceu na última segunda-feira (10), em Vicente de Carvalho (Arquivo pessoal) Sebastian Cristin dos Santos, de 4 anos, estava passando mal e teve o atendimento negado por um médico do Pronto Socorro São João, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, Litoral de São Paulo. Os pacientes presentes na fila de espera deixaram ele passar na frente, mas o médico negou e chegou a discutir, xingar, e mostrar o dedo do meio para as responsáveis pela criança. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a promotora de vendas e mãe do garoto, Tuany Guilherme dos Santos, de 27 anos, o caso aconteceu na última segunda-feira (10), por volta das 13h. "Meu filho estava com a madrinha dele e começou a vomitar, passar mal e reclamar de dor. Ela me ligou avisando que ia leva-lo no PS, onde classificaram como urgência", relata. "Na frente do consultório, ela e a mãe, que a acompanhou, disseram que outras pessoas estavam esperando no local, mas que liberaram ele para passar na frente. O doutor chamou o próximo, e perguntou o numero da senha, 59, mas disse que era a vez do 57 e que elas tinham que esperar", afirma. "As duas explicaram que todos concordaram em deixá-lo passar na frente, mas ele relutou. Nisso, houve uma discussão onde ele disse para elas se retirarem da sala e que não iria mais atender meu filho. Depois disso, ele saiu e deixou de atender os outros que estavam na fila", contou Tuany. Após a discussão, a dupla ligou para a responsável legal, que estava trabalhando na Avenida Ana Costa, em Santos, e informou o ocorrido. "Vim correndo para Vicente de Carvalho. Cheguei lá e ele estava em uma maca gritando, pálido e com os lábios brancos. Entrei no consultório e pedi 'pelo amor de Deus, atende meu filho', mas ele disse não e pediu para eu me retirar". Consequentemente, um novo bate boca começou entre a família e o doutor, onde Tuany afirma que ele ofendeu sua comadre, mostrou o dedo do meio e "mandou ela para todos os lugares". A responsável legal de Sebastian conta que saiu pelas ruas e pediu ajuda de uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM), que passava pelo local em uma viatura. Ainda segundo ela, os agentes foram conversar com o profissional de Saúde. "Uma guarda disse que ele fez um juramento para salvar vidas, assim como ela, mas ele respondeu que a vida do meu filho ele não iria salvar". Em seguida, a autoridade o intimou a atende-lo, caso contrário, seria encaminhado para a delegacia. "Ele pensou bem e cedeu. Pediu vários exames e disse que poderia ser apendicite, sendo que o resultado do exame, que saiu algumas horas depois, deu resultado como infecção sanguínea, de alteração no sangue", explica. Devido ao desrespeito com o qual a madrinha foi tratada, a família registrou um boletim de ocorrência no 2° Distrito Policial de Guarujá, na última terça-feira (11), e o caso está sob investigação da Polícia Civil. Em nota, a Prefeitura de Guarujá disse que o paciente recebeu todo o atendimento necessário na unidade, e que a conduta do médico está sendo apurada pela Secretaria de Saúde.