A mansão de Pelé no Jardim Acapulco, em Guarujá, conta com um elevador privativo que conecta os quatro andares (Reprodução) A mansão que foi a última residência de Pelé, situada no luxuoso condomínio fechado Jardim Acapulco, em Guarujá, no litoral de São Paulo, reúne capítulos de refúgio familiar, arquitetura vertical adaptada e desdobramentos jurídicos após a morte do Atleta do Século e Rei do Futebol. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Estrutura, comôdos e adaptações Com uma fachada discreta em tons brancos, a mansão chama a atenção por sua estrutura vertical de quatro pavimentos. Diferentemente das residências térreas tradicionais de veraneio, a distribuição interna dos ambientes foi desenhada para integrar a rotina familiar e o suporte médico necessário nos últimos anos do ex-jogador: Distribuição em quatro andares: A casa dispõe de ambientes integrados, contando com salas amplas para recepção de familiares e amigos, suítes privativas para o casal e hóspedes no piso superior, além de um espaço exclusivo de convivência onde o Rei costumava gravar vídeos e transmissões para as redes sociais; Acessibilidade e saúde: Devido às limitações de mobilidade decorrentes de cirurgias no quadril e ao tratamento de saúde de Pelé, o imóvel conta com um elevador privativo que conecta os quatro pavimentos. A mansão foi equipada também com uma área voltada para sessões diárias de fisioterapia e cuidados médicos; Lazer e área externa: A propriedade possui área de lazer com piscina privativa, deck, jardim e um espaço gourmet reservado para reuniões em datas comemorativas, além de vista privilegiada; Acervo pessoal: No interior, a decoração mantinha a memória viva da carreira de Pelé, reunindo uma estátua de bronze do Rei, troféus, medalhas, quadros, camisas históricas autografadas e presentes de fãs de todo o mundo. Diferença entre as duas mansões de Pelé em Guarujá O imóvel do Jardim Acapulco serviu como alternativa funcional e mais prática em relação à antiga e famosa mansão de Pelé em Guarujá. Enquanto a mansão histórica da Praia de Pernambuco ocupa um quarteirão inteiro, com 3.849 m², campo de futebol e quadra de tênis - hoje ela sofre com o desgaste do tempo -, a casa de quatro andares no Jardim Acapulco foi pensada para garantir privacidade, segurança e conforto no cotidiano de Pelé e da mulher, Márcia Aoki. A decoração da segunda mansão de Pelé em Guarujá era simples, mas com vários objetos ligados à carreira do Rei do Futebol; à direita, o Atleta do Século com a mulher, Márcia Aoki (Reprodução) A decisão da viúva No testamento deixado por Pelé, a mansão do Jardim Acapulco foi destinada para Márcia Aoki como parte da fatia de 30% do patrimônio reservada à viúva. Em agosto de 2024, Márcia optou por desocupar a mansão e se mudar para um apartamento. A mudança ocorreu devido aos elevados custos de manutenção da estrutura de quatro andares e ao sentimento de solidão ao residir sozinha no imóvel. Apesar de ter deixado o local, a viúva manteve seus direitos de propriedade. O imóvel permanece sob os trâmites do processo de inventário no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O espólio arca com as despesas da casa até a conclusão da partilha formal. O legado do Rei A história da mansão segue ligada à trajetória do maior jogador de futebol de todos os tempos. Pelé faleceu em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de cólon, encerrando uma era no esporte e deixando uma herança que continua sob acompanhamento jurídico e da imprensa.