Dayane Pereira com sua filha, Isabela, de 4 anos, que sofre de leucemia linfóide aguda (LLA) (Arquivo pessoal) Sapeca, falante e de sorriso fácil, Isabela Pereira Filadelfo, de 4 anos, ensina aos adultos que é possível ser resiliente mesmo atravessando uma fase difícil. É o que afirma sua mãe, a advogada Dayane do Carmo Pereira, de 33 anos, que realizará o sorteio de uma rifa solidária nesta quarta-feira (15), com o objetivo de arrecadar fundos para custear despesas decorrentes do tratamento da menina. Isabela foi diagnosticada com leucemia linfóide aguda (LLA) em outubro de 2024 e é assistida na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, onde já faz acompanhamento devido ao nanismo primordial, descoberto aos seis meses de idade. Assalariada e arrimo de família, Dayane, que reside no Jardim Progresso, Distrito de Vicente de Carvalho, na cidade de Guarujá, no litoral de São Paulo, conta que precisa levantar recursos para custear as despesas de transporte e insumos decorrentes do tratamento de Isabela, que é todo feito na Capital, e por isso está organizando a rifa solidária virtual. Como ajudar “O bilhete da rifa solidária custa R\$ 10 e os interessados podem adquirir quantos números quiserem por meio deste link, que também está disponível na bio da minha conta, @daycpe, no Instagram. O prêmio é um iPhone 16 Pro Max. O sorteio será na quarta-feira (15), e a rifa ficará aberta até 20 horas”, explica. “Depois do sorteio, se a pessoa quiser o iPhone, eu compro, mas se preferir o valor, eu faço um Pix ou transferência. O restante do valor será destinado aos gastos que a gente está tendo com locomoção, gasolina, pedágio, estacionamento, máscara, remédio para enjôo, entre outras coisas. São muitos gastos”, complementa Dayane. Isabela faz tratamento na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, na Capital Paulista (Arquivo Pessoal) Enfermidades Dayane relata que “a Isa tem nanismo primordial tipo 2, que é muito raro. São 150 casos relatados no mundo. Aos quatro anos ela tem 81 cm de altura, é bem ‘pitchuca’, mas isso não é problema para ela. A Isa ia à escola, fazia natação, balé, brincava e corria até começar a sentir muitas dores. E, em outubro do ano passado, ela foi diagnosticada com leucemia linfóide aguda, a LLA”, conta Dayane. Perguntada sobre como a Isa é no dia a dia, a mãe comenta: “O que a Isa mais gosta de fazer é se fantasiar de princesa e se maquiar. Ela sabe que tem uma doença, que o sangue dela está dodói, mas não sabe da gravidade. Ela sabe que tem que fazer um tratamento que se chama quimio, que ela chama de ‘quimo’”, conta a mãe. “Eu conversei com ela, disse que esse remedinho (quimioterapia) era muito forte e que poderia fazer com que o cabelo dela caísse, mas que depois ia nascer um novo, mais bonito. Então, quando o cabelinho dela começou a cair, a Isa queria tirar tudo de uma vez. Eu é que sofria tentando segurar ao máximo”, relatou Dayane, com voz embargada.