[[legacy_image_135786]] A vendedora Valkíria Alice dos Santos, de 39 anos, moradora de Guarujá, no litoral de São Paulo, fez um apelo para que sejam compradas vacinas contra a covid-19 para crianças, após a filha, de 8 anos, morrer por complicações da doença. Ela acredita que o destino da menina poderia ser outro caso os imunizantes estivessem disponíveis. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Creio que se ela tivesse tomado (vacina) poderia ter pego, mas não desse jeito. Seria fraco, e não tão agressivo do jeito que foi. Tem que liberar essas vacinas para as crianças", alerta Valkiria. O Governo Federal diz que vai analisar a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para imunizar crianças de 5 a 11 anos. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, decisão ficará para janeiro. A menina Ana Luísa morreu no último domingo (12), depois de ficar um mês internada com a covid-19. Segundo a mãe, a filha possuía apenas rinite alérgica e não tinha qualquer outra comorbidade. "Ela tinha medo, era a mais cuidadosa da casa. Tinha uma bolsinha com a máscara, álcool em gel, lavava a mão, chegava da escola e tomava banho. Às vezes eu queria dar uma caminhada e ela falava para colocar a máscara. Não era aquela criança que não queria usar", recorda a mãe. Durante o tratamento, Ana Luísa passou por uma Unidade de Terapia Intensiva e precisou ser intubada. Além de ter os pulmões congestionados, a menina também enfrentou baixa saturação. Diante da perda, Valkiria fez um apelo para que a população não se descuide contra a covid-19, em especial os pais de crianças. "Peço para os pais tomarem cuidado com as crianças, os que pensam que [a doença] é fraquinha. Eu também pensava. Os sintomas nem apareceram e, quando fui ver, já tinham tomado conta dela. Eu não demorei para correr com a minha filha para o hospital. Fui na hora certa e o médico falou isso. Só que (a doença) foi tão traiçoeira, foi muito rápido. Fiquem em cima das vacinas. Se funcionou para nós, vai funcionar para as crianças também", afirma Valkiria. [[legacy_image_135787]] Vacina para criançasNa última quinta-feira (16), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que crianças entre 5 e 11 anos de idade sejam vacinadas com o imunizante da Pfizer. Apesar da liberação, o Ministério da Saúde ainda não solicitou a compra das vacinas específicas para crianças junto à farmacêutica. Segundo o ministro Marcelo Queiroga, será realizada uma consulta pública sobre o assunto. Enquanto isso, o Governo do Estado de São Paulo negocia diretamente com a Pfizer a compra dos imunizantes. Ainda que tenha o mesmo princípio ativo das vacinas aplicadas em adultos, o imunizante voltado às crianças tem dosagem menor e deve atender a outras especificações. O começo da vacinação está condicionado à entrega dos imunizantes adaptados.