[[legacy_image_225988]] A Polícia Federal concluiu o inquérito que apurou o desvio de dinheiro público em contratos da saúde pública entre a Prefeitura de Guarujá e a Organização Social Pró-Vida. Para a PF, não há dúvidas de que o prefeito Válter Suman sabia e participava do esquema de corrupção adquirindo bens e escondendo os valores. Foram apurados 12 diferentes crimes de lavagem de dinheiro. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A investigação analisou - com a autorização da Justiça - informações fiscais e bancárias do prefeito Válter Suman. De acordo com a reportagem daTV Tribuna, apesar da família do prefeito declarar uma perda de R\$ 117 mil nos últimos seis anos, na verdade, o patrimônio de Suman teve um acréscimo de R\$ 11 milhões no período. Os agentes identificaram um padrão para esconder boa parte dos valores. Quando Suman foi preso em 2021, ele morava em um apartamento na Praia das Pitangueiras. Na época, o imóvel estava no nome do ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Assuntos Portuários de Guarujá, Rogério Ludge Lima Neto. O prefeito negou à Polícia ser dono do imóvel e esclareceu que o apartamento era de propriedade do então secretário municipal. Suman disse que tinha interesse no imóvel, mas que a negociação não se concretizou. Entretanto, no local, foi feita uma reforma pelo proprietário Rogério de acordo com a preferência da primeira-dama, Edna Suman, além do valor que seria colocado acrescido à venda. O então secretário Rogério disse à Polícia Federal que realizou benfeitorias necessárias e que a documentação da reforma do apartamento foi feita em seu nome e que tal imóvel seria vendido em permuta ao prefeito Válter Suman, mas tal negócio não se efetivou. Entretanto, a investigação da Polícia Federal feita com base em documentos apreendidos no apartamento do ex-secretário de Educação, Marcelo Nicolau, no Morumbi, em São Paulo, apontou um contrato de gaveta que passava o imóvel para os filhos do prefeito no valor de R\$ 800 mil. No mesmo imóvel, policiais apreenderam recibos de pagamentos assinados pelo ex-secretário Rogério. Esses valores teriam sido pagos pelos filhos do prefeito. Segundo o relatório da polícia, apesar do imóvel estar no nome de Rogério, Válter Suman possuía em local seguro um contrato de compra e venda com as respectivas quitações do imóvel, assinado pelo proprietário de direito. A PF afirma que o ato é utilizado como lavagem de dinheiro. Na época, a compra do apartamento custava R\$ 1,5 milhão, mas foi vendido pelo valor de R\$ 800 mil. A polícia apurou ainda que a reforma do imóvel custou R\$ 1,5 milhão e a arquiteta responsável pelo projeto afirmou que a obra foi paga em dinheiro e por exigência de Edna Suman, não eram emitidas notas fiscais. O documento, que registra a reforma na Prefeitura de Guarujá, foi retificado. A alteração foi a troca de nome da contratante que deixou de ser a primeira dama Edna Suman. Ainda de acordo com as investigações, a família Suman adquiriu dois apartamentos em Campos de Jordão e realizou reformas nos imóveis, totalizando R\$ 610 mil. O casal Suman teria comprado oito unidades de um empreendimento, no valor de R\$ 2,5 milhões, pagos em dinheiro e boleto. Os imóveis estavam em nome de filhos do prefeito. Sobre o relatório apresentado pela Polícia Federal, a defesa do prefeito afirma que não ficou surpresa. “Pois, no curso das investigações, por algumas vezes a defesa atuou de forma a reformar alguns posicionamentos formulados pela autoridade policial, onde agora não será diferente”, afirma o advogado Edson Arias, em nota. “Aguardamos com serenidade a manifestação do Ministério Público", completa.