[[legacy_image_287710]] Um trabalhador da área portuária que vive em Guarujá, no litoral de São Paulo, viveu momentos de terror enquanto andava de moto na Cidade. Por volta das 16h30 do último domingo (6), Vinícius Prado, de 27 anos, teve o rosto atingido por uma linha cortante de pipa. O homem levou três pontos. Em entrevista para A Tribuna, o rapaz explica que estava pilotando o veículo entre a rua Tambaú e a 14 Bis. Ele sentiu algo encostando em seu capacete e, logo em seguida, no nariz. A primeira reação, foi fechar os olhos e frear a moto para evitar ferimentos maiores. “Quando abri o olho, já vi o sangue escorrendo. Doeu bastante. A linha estava prendendo no nariz e eu continuei freando. A população viu e a rua ficou bastante cheia”, afirma. Foram os próprios populares que acionaram o socorro, que chegou em menos de 10 minutos. Vinícius se sentou no chão e usou a camisa para estancar o sangue. Homem levou três pontosO Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou Vinícius a um pronto-socorro na avenida São João, onde ele levou três pontos no nariz. Segundo a vítima, a previsão de tirá-los é na próxima terça-feira (15). O responsável por soltar a pipa seria um adolescente que, ao notar o ocorrido, foi falar com Vinícius. Os responsáveis do garoto também acabaram conversando com ele. “Chegou a machucar o olho um pouco. Mas se eu tivesse aberto, tinha pegado na parte interna da vista”, lamenta ele, que ressalta o perigo da situação. “Foi a primeira vez e espero que seja a última”. Linha com cerol é proibidaVinícius lamenta pelas pessoas que vendem e compram linhas de pipa cortantes. “Perder a visão seria lucro ainda, graça a Deus não perdi a vida. A questão toda é que isso não vai adiantar de nada. Vão continuar vendendo essas linhas de pipa proibidas, e vão continuar comprando”, escreveu em desabafo no Facebook. Por sorte, não houve danos materiais. Em nota, a Prefeitura de Guarujá destaca que o uso do cerol, linha chilena ou qualquer produto semelhante utilizado nas pipas é crime conforme a Lei Estadual/SP 10.017/98 (art.1º e 2º) e Lei Municipal 3.454/07. O órgão informa que a Guarda Municipal atua nessas ocorrências por meio de denúncias encaminhadas via telefone no número 153.