[[legacy_image_247876]] Manter-se competitivo no mercado exige inovações constantes. Essa é a ideia do Projeto Ali - Agente Local de Inovação, iniciativa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), existente desde 2010 em parceria com prefeituras. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na Baixada Santista, o programa está presente em todas as cidades, como em Guarujá. Um novo ciclo de seis meses vai começar novamente no Município, a fim de que sejam aplicadas ferramentas de inovação no comércio, a partir do atendimento pessoal por uma consultoria gratuita. O intuito é que a empresa aumente a produtividade e o faturamento. Desenvolvimento de novas soluções para o mercado ou necessidade de reestruturação do modelo atual de negócio também são aplicações possíveis nessa metodologia. “O projeto foi desenhado para atender micro e pequenas empresas (MPEs com faturamento até R\$ 360 mil por ano), além das EPPs (Empresas de Pequeno Porte, com faturamento anual de até R\$ 4,8 milhões). A cidade de Guarujá possui uma alta concentração desse tipo de empreendedor, em diversos setores. Soma-se a isso a própria vocação para o turismo”, explica o gestor do Ali na região, Francisco José da Costa Júnior, que é do Sebrae. A Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (Aceg) e a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) também estão envolvidos na parceria. Um diagnóstico é feito no início do programa e, na sequência, coletam-se os indicadores da empresa para que, ao final, seja possível entender a variação de produtividade o empresário teve. “Em 2022, esse indicador ficou em 27,9% de aumento de produtividade nos clientes atendidos pelo projeto na Baixada Santista”, afirma. “Além disso, houve 9% de aumento real no faturamento das MPEs, descontada a inflação atual”, completa a agente local de inovação em Guarujá, Paula Roberta Malvino. Na Baixada, são 13 agentes. A metodologia do Projeto Ali pode ser aplicada pela empresa em dois momentos: para o desenvolvimento de novas soluções para o mercado (empresa identifica a necessidade em desenvolver produtos e serviços para atender a necessidade dos clientes); e para a necessidade de reestruturação do modelo de negócio atual (empresa não está satisfeita com os seus resultados e precisa repensar seu modelo de negócio). Inovação“Quando a gente fala (em inovar), eles até se assustam. Acham que é algo muito complicado envolvendo tecnologia, mas nem sempre é isso. Pode ser, por exemplo, reorganizar o banco de dados, com trabalho bem feito no WhatsApp”, conta o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Diego Abreu. O Projeto Ali traz um novo olhar, lembra Abreu, que muitas vezes o empresário não identifica por estar no cotidiano, sem conseguir pensar a logística do negócio. “A finalidade da Prefeitura (de Guarujá) é que as empresas permaneçam no mercado de maneira competitiva, depois cresçam e, futuramente, gerem novos empregos e um ciclo virtuoso”, afirma. Empresários participam mais de uma vezO Projeto Ali - Agente Local de Inovação faz sucesso entre empresários a ponto de eles participarem novamente, para o crescimento de outras iniciativas. Vinicius Alves da Silva sempre atuou no ramo da alimentação, com uma fábrica de doces e salgados, uma cafeteria e quatro cantinas em bairros de Guarujá. São mais de 20 funcionários e o braço fundamental da mãe, Juraci Silva Alves, a Dona Jura, experiente na culinária e na grife. A contadora Patrícia Marques da Cunha Raposo utilizou a consultoria, inicialmente, em seu escritório de contabilidade. “Trouxe meu irmão para trabalhar comigo. Começamos a buscar o crescimento, pois não era mais um só. Tínhamos que ganhar para dois. E nesse período eu conheci o projeto Ali. Foi uma diferença ímpar na minha vida porque eu saí de uma salinha, montei um escritório maior, fui crescendo gradativamente, fiz investimentos e tudo com instruções do Ali”, relembra. Desta vez, o negócio é diversificado: um estúdio de pilates. Patrícia tem uma filha formada em fisioterapia: Danielle, para quem montou o espaço. “A ideia é fazer o estúdio crescer, buscando corrigir erros e falhas. Faço a parte administrativa da melhor forma possível, buscando o conhecimento, porque vai agregar tanto para o estúdio quanto para o próprio escritório”, afirma.