Guarujá vem realizando ações para combater o trabalho infantil (Helder Lima/ PMG) Guarujá, no litoral de São Paulo, vem realizando ações para combater o trabalho infantil na cidade. Mensalmente, a Caravana Aepeti (Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) vai a um bairro para reforçar a importância da mobilização da sociedade com o objetivo de proteger crianças e adolescentes. Na última semana, a ação ocorreu no Perequê e reuniu cerca de 150 pessoas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “A gente identificou que falta informação, pois muitas famílias ainda acham normal a criança trabalhar. Essa caravana tem ido à rua para levar essa informação, capacitar profissionais da assistência, da educação, da saúde, conselheiros tutelares e as próprias lideranças de bairros e famílias”, explicou o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social de Guarujá, Fernando de Almeida Monte. Dois assistentes sociais realizam esse serviço. O objetivo é passar por todos os bairros da cidade da Baixada Santista até o fim do ano. Monte lembra que o trabalho infantil é proibido, mesmo que seja para ajudar os pais dentro de casa. “Prejudica todo o desenvolvimento da criança, incluindo desenvolvimento físico, emocional e educacional”, destacou. Contudo, o secretário ressalta que o trabalho infantil não pode ser confundido com o Jovem Aprendiz, permitido a partir de 14 anos. “O Jovem Aprendiz tem toda uma regulamentação, carteira assinada, capacitação profissional, e precisa estar frequentando a escola”, lembra. Quem participa da Caravana Aepeti é instruído a denunciar sempre que se deparar com uma criança ou adolescente em situações de trabalho infantil. O caminho é o Disque 100. O Serviço Especializado de Abordagem Infantil vai ao local, identifica onde os jovens moram, quem são os pais, o motivo pelo qual estão fora da escola e, se for o caso, encaminha a situação ao Ministério Público. Escolas Nas próximas duas semanas, Guarujá espera finalizar um diagnóstico que será feito nas escolas municipais. Alunos do 8º e 9º anos do Ensino Fundamental responderão a um questionário, que ajudará no levantamento de dados, necessário para a criação de políticas públicas. “É para tentar compreender como os adolescentes enxergam esse tema, e, às vezes, eles próprios identificarem irmãos mais novos ou, até, eles mesmos”, finalizou o secretário de Desenvolvimento e Assistência Social de Guarujá, Fernando de Almeida Monte.