[[legacy_image_212187]] Planejar ações e iniciativas que tenham a participação da sociedade e ajudem a preparar Guarujá para os desafios urbanos, sociais, ambientais e econômicos que virão, auxiliar o Poder Público a instituir programas e políticas públicas e que não fiquem sujeitas a mudanças de governo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Esse é o propósito básico de um movimento que começou em 2019 e dá mais um passo com a votação, hoje, pela Câmara, do projeto de lei que institui o Conselho de Desenvolvimento Sustentável de Guarujá (Condesg). A expectativa é de que seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito Válter Suman (PSDB). O conselho, de caráter consultivo, foi proposto pelo Movimento Guarujá 2034, que reune várias instituições da sociedade civil do município, como Associação Comercial, OAB, câmaras de dirigentes lojistas, sindicatos, universidades, associação de engenheiros, clubes do Rotary, Lions e maçonaria. O movimento surgiu da intenção dessas entidades em projetar a Cidade para o ano em que estará completando 100 anos de emancipação política, em 2034. Governança colaborativaPara os empresários e lideranças que criaram o movimento, o modelo de inspiração foi Maringá (PR), onde já se tem governança colaborativa, com base em demandas e planejamento conduzidos pela sociedade. Maringá foi a primeira cidade do País a ter um conselho de desenvolvimento em que sociedade e Poder Público caminham juntos, independentemente da mudança de governo, decidindo projetos, providências e empreendimentos. “Maringá já trabalha com projeção para 2047”, diz José Renato de Almeida Monte, advogado em Guarujá e um dos idealizadores do Guarujá 2034. Ele esteve no Grupo Tribuna ontem para explicar os objetivos da criação do Condesg. Com ele estavam Rogério Sachs, vice-presidente da Associação Comercial de Guarujá, os empresários Silvio Campilongo Camargo e Marcio Campilongo, e o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes), Heitor Gonzalez. Longo prazo Os idealizadores do conselho dizem faltar planejamento para ações de longo prazo em Guarujá, e que as ações tomadas hoje devem projetar o município para desafios que já se vislumbram. Entre eles, nas áreas ambiental e social. “É preciso resgatar quem está abaixo socialmente, para que toda a sociedade caminhe junto, com equilíbrio social”, diz Silvio Campilongo. Os empresários acreditam que planejar uma cidade a partir da participação da sociedade tem mais chance de prosperar. “São demandas genuínas, de quem vive e trabalha no município e quer vê-lo pronto para o futuro. É uma forma de colaborar com o Poder Público”, diz Heitor Gonzalez.