A Fortaleza da Barra Grande foi erguida em 1584 (Alexsander Ferraz/ AT) A emancipação de Guarujá, que comemora 90 anos neste domingo (30), teve um marco importante em 30 de junho de 1934. O então governador de São Paulo, Armando Salles de Oliveira, assinou o Decreto 1.525, responsável pela criação da Estância Balneária de Guarujá. A denominação de Município se deu em 1947. Já nos anos 1970, o título de Pérola do Atlântico deu ares ao reconhecimento internacional, por conta das belezas de suas 27 praias. Mas a trajetória começou bem antes. A história guarujaense remonta a 1502, data da chegada ao território, na Ilha de Santo Amaro, dos colonizadores portugueses André Gonçalves e Américo Vespúcio, com suas armadas. Eles aportaram na parte ocidental da ilha, hoje a Praia de Santa Cruz dos Navegantes. Três décadas depois, em 1534, o rei de Portugal, dom João III, doou a Ilha de Santo Amaro para Pero Lopes de Souza, donatário da capitania na época. Fatores como uma certa hostilidade dos indígenas, bem como a geografia repleta de morros e áreas pantanosas eram obstáculos para o estabelecimento dos colonos. A falta de investimentos acabou causando um certo abandono por mais de três séculos. Mesmo assim, o aspecto estratégico da Ilha de Santo Amaro não era desprezado. Prova disso são as fortificações, erguidas com a preocupação de defesa da entrada do estuário: a Fortaleza da Barra Grande, erguida em 1584, e o Farol da Ilha da Moela, de 1829. A formação de um pequeno povoado foi possível graças às poucas atividades econômicas, como a extração de óleo de baleia, pesca e a construção de pequenso engenhos de açúcar. Em 1832, Guarujá foi elevada à condição de Vila, por meio de decreto imperial. Já em 1893, se tornou vila balneária. A criação da Companhia Balneária da Ilha de Santo Amaro veio como um importante impulso ao desenvolvimento. Para isso, foram encomendados dos Estados Unidos um hotel,uma igreja, um cassino (o La Plage, destruído por um incêndio em 1897 e reconstruído posteriormente), além de 46 chalés residenciais desmontáveis. Já no século 20, mais precisamente em 1926, quatro anos após o início do funcionamento do ferry boat, Guarujá passou à condição de prefeitura sanitária, com Juventino Malheiros sendo o primeiro prefeito nomeado. A integração a Santos ocorreu em1931 e durou até 1934, quando foi emancipada.