[[legacy_image_231049]] A assinatura de um termo de compromisso entre a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), o Ministério da Infraestrutura (MInfra) e a Prefeitura de Guarujá, nesta terça (20), às 15 horas, é mais um passo para a instalação do Aeroporto Civil Metropolitano. No valor de R\$ 10 milhões, a verba provém de uma emenda parlamentar apoiada pela bancada paulista da Câmara Federal e prevê contrapartida de R\$ 7 milhões do Município. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Esses R\$ 17 milhões são para a obra inteira da principal intervenção, que é a adequação de pista, para drenagem e obras na área de taxiamento. A assinatura desse documento garante que temos recursos para dar guarida orçamentária e financeira ao custo desse contrato. Com isso, vamos preparar o edital e devemos lançá-lo em janeiro, de preferência na primeira quinzena, porque perseguimos o objetivo de fazer o primeiro voo no segundo semestre de 2023”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico e Portuário de Guarujá, Adalberto Ferreira da Silva. O projeto do aeroporto tem quatro fases, segundo o secretário. Na primeira, de adaptação da pista existente para receber aeronaves com capacidade para até 90 passageiros, estão previstas três licitações: para o terminal de passageiros provisório, para cercamento da pista e sinalização, e para nova pavimentação, drenagem e todas as adaptações necessárias para operações civis, em vez de militares. “A pista tem extensão suficiente para atender até Boeing, mas o problema é que a legislação da aviação civil exige uma largura de pista proporcional à distância entre a ponta das asas das aeronaves. Então, na primeira configuração, será para atender aeronaves de até 70, 90 passageiros. Depois, a pista deverá ser alargada para atender aeronaves maiores”, explica. Acessos e diversificação Em 23 de novembro, o prefeito Válter Suman (PSDB) assinou, em São Paulo, convênio de R\$ 20,4 milhões para a segunda fase do projeto de obras no acesso ao aeroporto, por meio do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur). Serão R\$ 20,137 milhões de responsabilidade do Estado e R\$ 356,5 mil de contrapartida municipal. “O aeroporto vai ser dividido em duas áreas, uma civil e uma militar. Na parte que afeta a zona militar, a Aeronáutica pediu ao BNDES um estudo com possibilidade de implantação de atividades retroportuárias. Nós estamos também finalizando uma revisão do Plano Diretor, no qual consideramos uma área com possível implementação de atividades retroaeroportuárias”, afirma Silva. Segundo o secretário, as empresas Azul e Passaredo já manifestaram interesse em fazer voos regulares com aviões de até 90 passageiros e maior frequência no verão, que levariam turistas ao Porto de Santos para embarcar em cruzeiros marítimos. “Tem muita gente que desce (nos aeroportos) de Congonhas e Cumbica e vem de carro até Santos para pegar os navios. Então, poderá utilizar aeronaves para sair, por exemplo, de Belo Horizonte (MG) e descer direto aqui. E já pega uma barca no próprio aeroporto, que tem condições de ter um atracadouro, e vai direto pro cais pegar o navio de passageiros”, resume. Apoio parlamentar Segundo a Prefeitura, “todos os recém-eleitos pela Baixada Santista, sendo os deputados federais Alberto Mourão (PSDB), Delegado Da Cunha (PP), Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), bem como (o ex-governador) Márcio França (PSB) e o novo governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além dos deputados estaduais Caio França (PSB), Paulo Corrêa Júnior (PSD), Paulo Mansur (PL), Solange Freitas (União), Tenente Coimbra (PL), declararam apoio à consecução do aeroporto e se dispõem a promover gestões e encaminhar verbas para a continuidade das providências com vistas às demais fases previstas. Todos, somados à deputada (federal) Rosana Valle (PL), que segue no mandato, darão apoio a Guarujá nas etapas seguintes”.