Há uma série de regras para se conseguir hospedar no hotel local (Divulgação/ Exército Brasileiro) A Praia do Monduba, em Guarujá, é um verdadeiro paraíso escondido. Integrada ao Parque Ecológico e Militar Forte dos Andradas, a praia é famosa por ser um refúgio, onde o acesso é restrito. No local, está situado o Hotel de Trânsito do Guarujá, um destino que já recebeu figuras de destaque da política brasileira, incluindo presidentes da República como Lula e Jair Bolsonaro. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esse hotel, que é de responsabilidade do Comando de Defesa Antiaérea do Exército, se tornou famoso por receber líderes políticos durante suas férias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, se hospedou no local em pelo menos duas ocasiões: uma em 2007, durante seu segundo mandato, e outra em 2011, já fora da presidência. O ex-presidente Jair Bolsonaro também frequentou o Forte dos Andradas, onde teria se hospedado por várias vezes entre 2019 e 2022. O hotel conta com 12 apartamentos, com capacidade para até três pessoas, além de duas unidades maiores, com capacidade para até quatro hóspedes. Entre os serviços oferecidos estão um apartamento pet friendly, secador de cabelo portátil, TV digital e, para o lazer, há uma piscina e um quiosque com churrasqueira. Além disso, conta com um refeitório com micro-ondas à disposição dos hóspedes e o café da manhã está incluso nas diárias. Regras Por ser localizado em uma área militar restrita, o hotel coloca uma série de regras e prioridades para a pessoa conseguir se hospedar lá. A principal delas é que a maioria das vagas é destinada a militares do Exército, tanto da ativa quanto da reserva, além de pensionistas e seus dependentes. Também têm prioridade militares das outras Forças Armadas, servidores civis do Exército e suas famílias, e até militares de nações amigas. Embora a hospedagem seja prioritariamente destinada a esses grupos, civis também podem se hospedar no local, mas apenas se a reserva for feita por um militar do Exército, que será responsável pela acomodação. A aprovação da reserva é sujeita a uma análise prévia. História do Forte dos Andradas O Forte dos Andradas, inicialmente conhecido como Forte de Munduba, foi a última grande fortificação erguida no Brasil com o objetivo de defesa, compondo um sistema estratégico junto com o Forte de Itaipu. Sua função era proteger o acesso à barra do Porto de Santos, que, na época, era o maior porto exportador do país, superando até o do Rio de Janeiro. Apesar de seu projeto ter sido idealizado em 1934, durante a gestão do general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, ministro da Guerra, a construção do forte só teve início em 1938, sob a supervisão do tenente-coronel João Luiz Monteiro de Barros, responsável pelo projeto. O forte foi oficialmente inaugurado em 10 de novembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, e recebeu o nome de Forte dos Andradas em 27 de novembro do mesmo ano, por meio do Decreto 5.002, como homenagem aos irmãos José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco de Andrada e Silva, figuras importantes no contexto político do Brasil, tanto no período do Primeiro Império quanto durante o Período Regencial. Na década de 1950, a 3ª Bateria de Obuses de Costa estava responsável pela guarda do forte. Durante o regime militar, instaurado em 1964, o Forte dos Andradas passou a ser utilizado para a prisão de opositores políticos.