Do século 16, fortaleza servia à defesa do território no Brasil Colônia (Carlos Nogueira/AT/Arquivo) Construído no século 16 como parte do sistema de defesa colonial brasileiro, o Forte da Vera Cruz de Itapema, no Distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, no litoral de São Paulo, poderá ganhar nova função nos próximos anos. Um projeto pretende transformar o patrimônio histórico, há décadas sem acesso pleno da população, em um polo criativo voltado a cultura, inovação, empreendedorismo e formação profissional. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Articulado entre o Instituto KondZilla, a Prefeitura de Guarujá, o Governo Estadual, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Instituto de Cultura e Cidadania (iCult), o Polo Criativo Itapema teve o projeto arquitetônico apresentado oficialmente na última terça-feira. A proposta prevê a restauração do espaço aliada à criação de estruturas voltadas à economia criativa. A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) calcula que o setor movimentou R\$ 393,3 bilhões no Brasil em 2023, ou 3,59% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. No mesmo período, a indústria criativa empregava 1,26 milhão de pessoas no País. Entre os espaços previstos, estão estúdios audiovisuais e musicais, salas de formação, laboratórios criativos, coworkings (espaços de trabalho compartilhados) e ambientes destinados a produção cultural e inovação social. Também se preveem atividades permanentes, como feiras de empreendedorismo, oficinas, apresentações culturais, ações esportivas e visitas guiadas. A proposta tem três eixos: educação profissionalizante e inclusão produtiva, programação cultural e turística e sustentabilidade e meio ambiente. A ideia é oferecer capacitação para jovens em áreas ligadas a audiovisual, games, comunicação digital, produção cultural e novas economias. Dois institutos se juntam a Prefeitura, Estado e União pela proposta (Divulgação) A instituição do Polo Criativo está prevista para ocorrer, em fases, ao longo dos próximos quatro anos, incluindo captação de recursos, obras de restauro e início gradual das atividades. Segundo o diretor-executivo do Instituto Kondzilla, João Victor Caires, as atenções relativas ao projeto estão voltadas à mobilização de parceiros e à captação de recursos para viabilizar a abertura do espaço. “O próximo passo é mobilizar empresas, investidores sociais e parceiros estratégicos que compartilhem dessa visão e queiram ajudar a transformar o Forte Itapema em um polo vivo de cultura, educação, inovação e inclusão produtiva”, afirmou.