[[legacy_image_159835]] O pedreiro José Edson de Melo, de 40 anos, morador do Morro Vila Baiana, em Guarujá, viu a casa de sua família ser tomada pela lama e ser atingida por uma árvore após a forte chuva que atingiu a cidade na noite desta segunda-feira (14). Após o susto, o morador arrumou o que pode no imóvel e corre contra em busca de um novo lar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O pedreiro conta que a chuva começou por volta das 16h, quando ainda estava trabalhando. Ao chegar em casa, que é um sobrado, a esposa o avisou que a situação parecia estar perigosa. Um dos sinais que fez a família se preparar para deixar o local foi ver que a água estava barrenta. Por isso, José arrumou uma mochila com algumas coisas para ficar pronto para sair a qualquer hora. Antes de deixar o local, eles desceram para jantar e nisso escutaram um barulho. "Quebrou parte de um quarto, o banheiro que fica no quarto e a área de serviço. A parede quebrou e parte da escada que dá acesso ao andar debaixo ficou tudo soterrado". Morador da Vila Baiana há 9 anos, José relembra ainda que a tragédia das chuvas em março de 2020 não causou nenhum dano na residência. Porém, afirma que na época a chuva foi volumosa e durou vários dias. O temporal desta segunda estragou a moradia em apenas uma noite. [[legacy_image_159830]] "Na hora eu pensei em sair da casa e vi que minha mulher estava do meu lado com a menina (a enteada de José). Não pensei em mais nada. Depois que dá a acalmada, que começa a cair a ficha. A minha mulher ficou arrasada". Agora, eles estão retirando os itens da casa. José planeja levar a família para ficar na casa da mãe até achar um lar definitivo. Mais chuva que o esperado Segundo a prefeitura, o temporal causou deslizamentos em cinco morros da Cidade: Vila Edna, Morro do Engenho, Vila Baiana, Macaco e Outeiro. Nas últimas 72 horas, foi registrado um acumulado de chuvas de 162 mm, mais da metade que a média prevista para março, que é de 248 mm. Numa ação preventiva, a Defesa Civil de Guarujá providenciou a retirada de 13 famílias, um total de 29 pessoas, temporariamente removidas para a Escola Estadual Paulo Clemente Santini, que fica nos arredores. Em seguida, essas pessoas foram transferidas para um alojamento provisório no Ginásio do Tejereba.