[[legacy_image_278438]] A demora de uma profissional da Unidade de Saúde da Família e de Pronto Atendimento (Usafa e UPA) de Guarujá para atendero adolescente, Murilo Batista Jeremias, de 17 anos, que aguardava com sinais vitais para ser levado ao Hospital Santo Amaro depois de levar tiros na cabeça na madrugada de sábado (1º), é questionada por familiares e amigos da vítima. O mal atendimento causou uma comoção na comunidade de Santa Cruz dos Navegantes e moradores se uniram no domingo (2) em prol de uma petição para a saída de uma médica da Unidade de Saúde. O mutirão já conta com cerca de 400 assinaturas Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A prima do adolescente, Marcella Keller, de 26 anos, explica que houve uma confusão causada pela médica conhecida como Izilda em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Aconteceu a fatalidade e fomos acionar a ambulância. A população chamou cinco vezes e demorou muito para chegar, como sempre. Ele não conseguiu ir direto para o hospital, porque estava com dois tiros na cabeça. Queríamos que ele fosse direto, mas eles (equipe do Samu) deram a volta para buscar a médica, que estava dormindo no plantão. Acho que ela ficou incomodada ao ser acordada e saiu muito brava”, relembra. Com os ânimos à flor da pele, Marcella conta que a profissional demorou para sair da unidade de saúde e entrar na ambulância para que Murilo pudesse ser levado ao Hospital Santo Amaro. “Ela fez uma cena, demorou e a gente estava desesperado. Ela olhou para nós, bateu a porta com força e falou ‘seus vagabundos'. A prima da vítima comenta que, após ofender quem aguardava sua chegada, a médica fechou a porta da viatura e foi embora com os socorristas. Neste momento, Marcella diz que começou uma confusão dada pela revolta da população que ali estava e acompanhava a situação. “Tinha familiares ali. Ela não teve o mínimo respeito ou empatia pelo momento. Começou um alvoroço, mas ela já tinha saído. Não teve ameaça. Mas, os ânimos estavam exaltados, pois foi uma situação fora do comum. Um familiar seu nessa situação, não tinha como ficar normal”, conta. Agora, os parentes de Murilo e a população esperam que a petição, com meta de 500 assinaturas, chegue à Secretaria Municipal de Saúde para que alguma providência seja tomada à respeito da solicitação da comunidade. Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que o atendimento humanizado à população é prioridade. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) já está apurando, de forma rigorosa, os acontecimentos do último sábado (1°), na Unidade de Saúde da Família e de Pronto Atendimento (Usafa e Upa) de Santa Cruz dos Navegantes. Relembre o casoO adolescente foi levado às pressas para o Hospital Santo Amaro (HSA), onde chegou em parada cardíaca e foi reanimado. Porém, Murilo não resistiu e morreu dentro da unidade de urgência e emergência. Agora estão sendo realizadas diligências para a localização e prisão dos envolvidos no crime. O caso foi registrado como homicídio consumado e tentativa de homicídio na Delegacia Sede do Guarujá.