[[legacy_image_300906]] Uma microempreendedora de Guarujá, no litoral de São Paulo, quer respostas após sua filha de 3 anos machucar o olho no Núcleo de Educação Infantil Conveniado (NEIC) Jitaro Itanoi, no Balneário Praia do Perequê, sob responsabilidade da Prefeitura. A pequena Pérola teve uma fratura em um osso do rosto. Ela ficou internada do último dia 21 até esta quarta-feira (27). Em entrevista para A Tribuna, Karolinne Silva, de 26 anos, conta que só descobriu o ferimento após a creche enviar um convite de palestra via WhatsApp, às 9h36. Ela respondeu que não poderia ir e, minutos depois, foi revelado que a criança escorregou no refeitório e bateu o rosto. Preocupada, a mãe de Pérola foi à escolinha acompanhada da cunhada e encontrou a filha com um aspecto sonolento. As professoras afirmaram que colocaram gelo no rosto da menina e depois a colocaram para dormir, o que Karolinne desaprovou por avaliar ser arriscado. [[legacy_image_300522]] 'Graças a Deus, acordou'“Nós fomos para a UPA do Perequê, o médico fez um raio-x e disse que não tinha nada”, diz Karolinne. A menina foi atendida novamente na UPA Enseada, no fim da tarde do mesmo dia, após acordar com o olho bem inchado. Lá, foi constatada uma fratura no osso zigomático. Pérola ficou internada no local por um dia e, já na sexta-feira (22), foi encaminhada ao Hospital Santo Amaro (HSA), onde ficou até o dia 27. Questionada, a unidade de ensino disse que as imagens do sistema de monitoramento não foram armazenadas no HD. Sendo assim, não seria possível enviá-las para a família a fim de elucidar o que ocorreu. “Na sexta-feira, meu esposo foi lá para pedir as imagens e a diretora disse que não estava conseguindo acessar, que o técnico ia lá para poder puxar as imagens”, recorda a microempreendedora. O desejo da família não é prejudicar a escola, mas descobrir de que forma Pérola caiu e bateu a cabeça. "No primeiro raio-x que ela fez deu uma fratura, um trincado. Quando o neurologista viu a tomografia, mostrou um inchaço interno. O médico falou: ‘olha, mãe, graças a Deus que sua filha acordou, porque ela poderia não ter acordado”. Caso é investigadoPérola confirmou à mãe que caiu e que, na hora da queda, tinha uma cadeira nas mãos. Karolinne acredita na filha e descarta agressões ou outro tipo de violência. Ela desconfia, porém, que a queda tenha ocorrido no momento em que a secretária a informou via WhatsApp. “A aluna Pérola correu, quando escorregou e bateu o rosto no bebedouro do refeitório, causando um hematoma na face do lado esquerdo”, diz bilhete enviado à família após o ocorrido. A criança passará por um exame de corpo de delito nesta sexta-feira (29), além de estar sendo acompanhada por um oftalmologista e neurologista. Os pais da menina têm uma reunião marcada com a Secretaria de Educação (Seduc) e profissionais da unidade nesta segunda-feira (2) para esclarecer a queda. Questionada, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que a mãe da vítima prestou depoimento na tarde do dia 22. Os laudos dos exames junto ao Instituto Médico Legal (IML) estão em andamento. Assim que finalizados, serão analisados pela polícia. Em nota, a Seduc informa que abriu um processo administrativo e está apurando o ocorrido. “Uma equipe pedagógica e multidisciplinar acompanha, desde o início, o estado de saúde da criança junto aos seus familiares”, diz o comunicado.