[[legacy_image_351813]] A falta de um medicamento essencial para autistas está causando revolta nas mães em Guarujá, Litoral de São Paulo. O remédio deveria ser adquirido de forma gratuita, mas está em falta há um ano na rede pública da cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Jacicleide Maria da Cruz, de 47 anos, tem um filho adulto autista, que toma o remédio desde os sete anos de idade. Para A Tribuna, a mãe contou que o medicamento é de uso contínuo e por isso o filho não pode ficar sem, além de ajudar na rotina do sono. “Já faz um ano que não é fornecido. O médico do meu filho tentou mudar o remédio, mas foi muito complicado, ele precisa desse medicamento.”, disse. Ela contou que está conseguindo o remédio através de um irmão que mora em Praia Grande e consegue por meio da rede privada. Além disso, Jacicleide afirma que é permitido pegar três frascos do medicamento por vez, mas que, quando não há essa quantidade, a receita fica retida na farmácia e é preciso marcar outra consulta com o neurologista para pedir uma nova. Jacicleide cita que mantém contato com outras mães de filhos autistas e, quando há muitas pessoas sem conseguir acesso ao remédio, elas chegam a emprestar o medicamento para que outros possam tomar. “Eles entram em surto se ficam sem o remédio, não dormem. A gente empresta quando conseguimos mais de um frasco. Se tivermos apenas um, fica complicado”, disse a mãe. PosicionamentoEm nota, a Prefeitura de Guarujá disse que o medicamento está indisponível. Confira a resposta na íntegra. "A Secretaria de Saúde (Sesau) de Guarujá informa que o medicamento está indisponível no mercado. A pasta, inclusive, entrou em contato com o laboratório que alertou da dificuldade de produção. Por isso, os processos licitatórios realizados pela Secretaria não obtiveram sucesso e, em virtude disso, adota protocolo de substituição com o medicamento risperidona, disponível na rede municipal".