Moradores de diversos bairros na cidade de Guarujá estão passando por problemas no fornecimento de água (Arquivo Pessoal) Moradores de diversos bairros em Guarujá, Litoral de São Paulo, estão passando por problemas no fornecimento de água em suas residências. Os habitantes explicam que as caixas d’água já não estão mais cheias, o que atrapalha tarefas básicas do dia a dia, como cozinhar, tomar banho e lavar a louça. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre os bairros da cidade com reclamações estão Parque Enseada e Jardim Mar e Céu, além do distrito de Vicente de Carvalho. Os moradores destes bairros alegam que, mesmo quando há disponibilidade do recurso, a pressão é muito baixa, sem chances para realizar necessidades diárias. Ana Paula Pontes da Silva, de 24 anos, é autônoma e mora na Enseada. Ela relata que o problema já vem acontecendo há cerca de 3 meses e que já reclamou para a Sabesp, mas até o momento ninguém foi no local verificar a situação. “Sinto indignação, por conta de que a gente paga uma coisa que não tem”. A autônoma também ressalta que tem dificuldade para realizar as tarefas do dia a dia e passa por situações desagradáveis. “Não estamos fazendo comida, temos que comprar comida pronta. Água para tomar banho (vem) somente da caixa d'água pequena que temos”. Ela explica que, quando tem água disponível, precisa guardar em baldes para poder utilizar no restante da semana. “Tem vezes que fica só “pingando” e a gente aproveita para encher os baldes aqui em casa”, reclama. -Falta de água Guarujá (1.428121) O problema também atinge o ex-síndico Cleiton de Souza, de 47 anos, morador do bairro Jardim Mar e Céu. Ele reclama que a caixa d’água não está sendo abastecida o suficiente. Ainda conforme Cleiton, quando tem água disponível, a pressão é muito baixa. “A Sabesp não fez nenhuma manutenção, são semanas sem água, até na caixa d'água”. Morador do mesmo bairro, o aposentado Cícero Oliveira, de 67 anos, diz que não está conseguindo tomar banho, lavar louça, fazer café e outras tarefas. “Aqui, está todo mundo com grude por não tomar banho. Fica difícil. Minha filha ligou para a Sabesp pedindo uma resposta e eles falam que o bairro tem água sim”, reclamou. Morador de Vicente de Carvalho, do bairro Vila Alice, o técnico de segurança do trabalho Vinycius Gonçalves de Oliveira, de 38 anos, relatou que só lamenta pelo problema, pois parece não ter solução. “As contas estão em dia e não são baratas. Não tem água nem para tomar banho. Toda hora é a mesma desculpa”, reclama. Posicionamento Em nota, a Sabesp disse que está vistoriando endereços e disponibilizando caminhões-tanque aos imóveis que possuem caixa d'água. "A Companhia esclarece que, devido às temperaturas neste inverno atípico e com baixa incidência de chuvas, podem ocorrer variações na pressão da água distribuída em Guarujá e no distrito de Vicente de Carvalho. Imóveis que possuem caixa-d'água com reserva mínima para 24 horas, como determina o decreto estadual 12.342/78, sentem menos essas variações", afirma a Sabesp. Ainda conforme a empresa, "estão sendo realizadas inspeções e providenciadas medidas técnicas" com o intuito de reduzir os reflexos aos moradores. Infraestrutura Na mesma nota, a Sabesp afirma que o abastecimento de água em Guarujá, feito diretamente da captação nos rios Jurubatuba e Jurubatuba Mirim, está sendo reforçado por uma tubulação subaquática ligada ao sistema de Santos. "Em outubro, foi entregue uma nova captação no Rio Trindade, além de 4,5 km de adutora e um sistema de bombeamento, reforçando em até 100 litros de água por segundo a capacidade da Estação de Tratamento de Água (Jurubatuba). Foi realizado também um grande programa de renovação de infraestrutura e combate a perdas com foco sobretudo em Vicente de Carvalho, que trouxe mais eficiência ao sistema de abastecimento", afirma a companhia. Segundo a Sabesp, também está em andamento a construção do reservatório Morrinhos, com capacidade para 10 milhões de litros de água tratada, e a contratação para a construção de uma adutora subaquática do sistema de Santos até VIcente de Carvalho, ampliando em 20% a disponibilidade hídrica em Guarujá.