[[legacy_image_121318]] O ex-secretário de Educação de Guarujá, Marcelo Nicolau, prestou depoimento na manhã desta segunda-feira (8) na Comissão Processante da Câmara, que analisa o pedido de impeachment do prefeito Válter Suman (PSDB). Ele negou as acusações que constam em investigação feita pela Polícia Federal. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O ex-secretário não quis falar com a imprensa, mas, em depoimento, afirmou que ainda exercia simultaneamente as funções de corretor de imóveis e promotor de eventos. Sendo assim, justificou que todo o seu patrimônio, incluindo um carro e uma moto que constam em inquérito, foram pagos com seu próprio dinheiro. "Eu não conheço Almir Mathias da Silva (empresário e representante da OS Pró-Vida, que prestava serviços à Prefeitura de Guarujá). Sei que ele fazia trabalhos para a Saúde, mas não usei imóvel ou carro em seu nome. O apartamento que eu aluguei está em nome de Zuleica, mas não lembro o sobrenome. Essa acusação não procede e desconheço que fosse dono do imóvel". Sobre seu passado, Marcelo ainda fez questão de destacar que cozinhou na televisão em programas inclusive de Ronnie Von e Claudete Troiano. "Tenho nenhuma relação com tudo o que está sendo apresentado. Sempre exerci outras funções e tudo está declarado em Imposto de Renda". Entre os vereadores integrantes da Comissão, apenas Fernando Martins dos Santos, o Peitola (MDB), Edmar Lima dos Santos, o Juninho Eroso (PP), fizeram perguntas. A vereadora Sirana Bosonkian (PTB) não se manifestou. "Tudo o que estou justificando está sendo devidamente comprovado", finalizou o ex-secretário. Histórico A solicitação de impeachment tem como base denúncias contra Suman, investigado por supostamente comandar uma organização criminosa que teria desviado mais de R\$ 109 milhões da saúde pública. Ele foi preso pela Polícia Federal (PF) em 15 de setembro e solto três dias depois por decisão da Justiça. Ele retornou ao cargo em 20 de setembro. Calendário No último dia 18, a comissão decidiu dar prosseguimento ao processo contra Válter Suman. Após analisar a defesa prévia do prefeito, entregue por escrito no dia 13 de outubro, os vereadores declararam não ter encontrado elementos suficientes para arquivar o pedido de cassação. O prazo para conclusão de todo o rito é de até 90 dias desde a abertura do processo, ou seja, termina em 29 de dezembro. A abertura da Comissão Processante foi aprovada em 21 de setembro, por unanimidade na Câmara, após o PDT protocolar na Casa, um dia antes, um pedido de impeachment de Suman. Prisão A prisão do prefeito aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela Operação Nácar, da PF. As ações aconteceram na casa do prefeito e do então secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, que também foi preso na ocasião. Nos imóveis de ambos, foram encontradas grandes quantias em dinheiro.