[[legacy_image_309530]] A Prainha Branca, única comunidade caiçara paulista a integrar uma Área de Proteção Ambiental (APA), passará por um estudo inédito a partir de dezembro. A Prefeitura levantará, de forma experimental, quantos visitantes o local receberá em um período de 12 meses. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O objetivo será definir o volume adequado de banhistas no local, mediante um plano estratégico de uso consciente do espaço. Com isso, se pretende inibir a depredação da comunidade, para manter a qualidade de vida dos residentes. O trabalho, a ser feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, foi sugerido pela Sociedade Amigos da Prainha Branca. O lugar é uma unidade de conservação sustentável. A pesquisa começará depois que a antiga guarita de acesso tiver uma adaptação. Ela receberá um banheiro para uso dos moradores que registrarão a entrada, a saída e a permanência das pessoas durante o estudo. A sociedade da Prainha Branca contará os visitantes, conforme decidido em conjunto com os conselhos municipais de Meio Ambiente e Gestor da APA Serra do Guararu. SobrecargaUm diagnóstico preliminar das sete praias da APA, produzido entre 2019 e ano passado pela Secretaria de Meio Ambiente e pela Fundação Vanzolini — instituição sem fins lucrativos mantida por professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo —, mostrou que a Prainha Branca é a que tem maior visitação. Em decorrência da procura por acampamentos e trilhas, o local fica superlotado, em especial na alta temporada. Essa é uma região de floresta preservada na zona costeira da Mata Atlântica e mantém espécies animais, uma delas ameaçada de extinção: o guaiamum, ou caranguejo azul.