[[legacy_image_257679]] Uma iniciativa em Vicente de Carvalho, Guarujá, na Escola Municipal Oswaldo Cruz II, tem como objetivo estimular a solidariedade dos estudantes em relação a pessoas com deficiência. O projeto visa conscientizar os alunos sobre o tema acessibilidade e conta com projetos e programas de combate ao bullying, estabelecidos pela Secretaria de Educação (Seduc) em toda a rede municipal de ensino. Dentre os estudantes da unidade de ensino, está Luis Vinícius da Silva Dias, de 10 anos. Luis é cadeirante, decorrente da distrofia muscular de Duchenne, doença genética degenerativa que acomete geralmente meninos. O aluno declara “acho muito legal quando meus amigos me ajudam, porque se fosse o contrário, eu também iria ajudá-los. Temos sempre que respeitar os outros”. Para envolver Luis nas atividades da escola, foi criado um espaço no pátio com uma amarelinha adaptada, de forma que coubesse a cadeira de rodas, para que ele possa participar da brincadeira junto as outras crianças. Segundo uma das coordenadoras da atividade, a professora de Educação Especial Flávia Regina Samia Avellino, “isso faz com que os alunos também saibam lidar com essas situações fora da escola”. Um professor de Educação Especial tem como função aplicar metodologias e pedagogias fornecendo, se possível, um atendimento individual visando o desenvolvimento psicológico, físico e social do aluno com deficiência. Flávia também utilizou o livro “Meus pés são a cadeira de rodas” de Franz-Joseph Huainigg e Verena Baullhaus. A obra tem como foco a personagem Maria, que é paraplégica, promovendo uma discussão sobre respeito e tolerância, chamando a atenção para encarar pessoas com deficiência com naturalidade.