[[legacy_image_104138]] O prefeito de Guarujá Válter Suman (PSDB) alegou que é inocente em comunicado oficial divulgado neste domingo (19) pela prefeitura. Suman e o secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, foram presos pela Polícia Federal na quarta-feira (15) por suspeitas de desvios de verbas da saúde. Eles deixaram a cadeia no sábado (18) após decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Suman deixou a Penitenciária I, em São Vicente, por volta das 17h de sábado. Ele conversou rapidamente com a imprensa, dizendo que iria se pronunciar de forma oficial neste domingo, de volta ao cargo como prefeito de Guarujá. Sem entrar em detalhes a respeito da investigação da Polícia Federal, bem como os processos contra ele, Suman se resumiu a dizer que que está 'determinado a provar a inocência'. "Agradeço primeiramente a Deus, e também aos meus advogados, que, neste momento, foram cruciais para restabelecer os fatos e me permitir seguir na minha missão, no cargo para o qual fui democraticamente eleito, à frente do Executivo de Guarujá. Agora, sigo mais forte e determinado, como nunca antes, para provar minha inocência e fazer ainda mais por Guarujá e Vicente de Carvalho, seguindo a toada de completa transformação da Cidade, após anos de abandono", disse. Válter Suman alegou que desde que foi conduzido para depor na sede da Delegacia da Polícia Federal, em Santos, até a confirmação de sua prisão, deixando o local dentro de um camburão da PF, foram cenas 'criadas para colocar em xeque' sua idoneidade e que sua inocência será provada. "Esse verdadeiro terremoto sem precedentes, criado para tentar colocar em xeque a minha idoneidade, construída ao longo de décadas de trabalho árduo e sempre reconhecido por todos, irá se dissipar e virá à tona a certeza da minha inocência, que já está sendo provada, com a ajuda da competente equipe de advogados que me assiste", afirmou. [[legacy_image_104139]] SolturaA soltura foi determinada às 23h46 de sexta-feira pelo desembargador Mauricio Yukikazu Kato, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que concedeu liberdade provisória. O desembargador entendeu que “a privação da liberdade de locomoção dos investigados mostra-se excessiva”. A decisão permitiu que Suman volte ao cargo de prefeito em Guarujá. “Deixo de aplicar a suspensão do exercício do cargo de prefeito municipal de Guarujá, medida que interromperia o curso dos poderes que foram outorgados ao prefeito pela população”, destaca trecho da decisão. Kato também aponta que a prisão do prefeito de Guarujá “poderia implicar risco de grave lesão à ordem pública e ao pleno exercício da democracia, impedindo o exercício de cargo ao qual Válter Suman foi legitimamente eleito”. Medidas cautelaresO magistrado, porém, impôs medidas cautelares, como proibição de contato com outros investigados e comparecimento em juízo a cada dois meses, para informar e justificar suas atividades. Além disso, há a proibição de deixar o Estado de São Paulo por mais de cinco dias sem autorização da Justiça e de sair do País, com entrega de passaportes no prazo de 24 horas, a partir do cumprimento do alvará de soltura. Por meio de nota, a Prefeitura de Guarujá informou sobre a decisão e disse que Suman permanece com suas atividades como prefeito da Cidade. Operação Nácar-19Válter Suman e Marcelo Nicolau foram presos pela Polícia Federal na quarta-feira, durante a Operação Nácar, que apura suposto esquema de desvios de dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao cumprir mandados de busca e apreensão, a PF encontrou joias e grande quantidade de dinheiro - cerca de R\$ 2 milhões - em endereços ligados a ambos. Pouco mais de R\$ 1,3 milhão de Nicolau, mais de R\$ 70 mil na casa do prefeito em Guarujá e outros R\$ 300 mil em um apartamento em seu nome, em Santos. Além disso, a PF apreendeu mais de R\$ 42 mil no gabinete do prefeito. Como a maior parte dos valores não teve origem comprovada, o prefeito e o secretário de Guarujá foram enquadrados nos crimes de ocultação de valores e lavagem de dinheiro. A Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R\$ 7 milhões em bens e valores dos envolvidos. O argumento utilizado pela defesa dos acusados foi a inexistência da demonstração de crime antecedente. Os advogados também alegam que parte do dinheiro que foi apreendido com o prefeito vem de outras atividades, e que as joias da esposa seriam presentes dos filhos.