[[legacy_image_111895]] O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina como tratamento para a covid-19, durante conversa com jornalistas em frente ao Forte dos Andradas, ontem, onde passa o feriado prolongado. Na conversa, ele também sugeriu que o Governo Federal pagou mais caro pela CoronaVac. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! No bate-papo, Bolsonaro também sugeriu que o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tomou a medicação sem eficácia quando testou positivo para a doença, em 21 de setembro, quando foi a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU. “Quando fiquei sabendo, fui até o quarto do Queiroga e falei: ‘você tomou a vacina?’. Ele respondeu: ‘tomei, duas doses da CoronaVac’. (...) ‘Você dormiu de máscara?’ Porque ele não larga a máscara... Ele sorriu. ‘Agora, você vai tomar alguma coisa ou vai adotar o protocolo Mandetta (Luiz Henrique, seu ex-Ministro da Saúde, demitido em abril do ano passado, no auge da pandemia), de ficar no quarto até sentir falta de ar e procurar o médico?’. Bom, ele falou algo para mim... E a resposta que ele deu para mim, ele dê para vocês”, disse Bolsonaro. Questionado se o ministro tomou o u não o “kit-covid”, que contém os três medicamentos, disse para perguntar ao próprio Queiroga. Bolsonaro continuou a defender o medicamento sem eficácia comprovada e perguntou aos apoiadores quantos tiveram a doença, sendo poucos tendo levantado a mão. Depois, perguntou quem tomou cloroquina e quase todos ali presentes, cerca de 30 apoiadores, responderam afirmativamente. É importante lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que esses medicamentos defendidos pelo presidente não têm eficácia comprovada e podem até ter efeito contrário em grupos de risco, levando a óbito. O presidente ainda questionou a efetividade da CoronaVac, disse que é preciso enfrentar o vírus, e afirmou que 80% são assintomáticos (sem sintomas) para a doença. Neste domingo (10), segundo o consórcio de veículos de imprensa, o País chegou a 601.047 mortes. Suspeita Sobre a investigação da CoronaVac, disse que a “matriz” (referindo-se à fabricante Sinovac Biotech) da CoronaVac ofereceu a vacina a US\$ 5, quase metade do que o Governo de São Paulo negociou: US\$ 10,30. “Arredondando, nós compramos do Butantan a 10 dólares. Vocês sabiam que agora a matriz ofereceu para nós a 5 dólares?”. E continuou: “A CGU está investigando esse caso. Vamos ver se teve algo errado ou não no Butantan. Não sei. O Wagner Rosário (Ministro da Controladoria da União) está investigando”. Em nota, o Instituto Butantan afirma que “já esclareceu esse assunto há meses e reitera que a fala do presidente não procede. A própria Sinovac, inclusive, já se manifestou formalmente declarando nunca ter feito nenhum contato com o Governo Federal brasileiro”. A Tribuna entrou em contato com a Controladoria Geral da União (CGU) para obter detalhes sobre a investigação, mas não houve resposta até o fechamento da edição. Compra da CoronaVac Ainda sobre o assunto, o presidente disse que o Ministério da Saúde pode deixar de comprar a CoronaVac no ano que vem, “porque tem validade em torno de seis meses. Ou seja, quem foi vacinado há mais de seis meses, o cartão está irregular”. Questionado sobre a possível compra da ButanVac, vacina feita nacionalmente pelo Instituto Butantan, disse que “se a Anvisa aprovar, vamos ver”. O presidente emendou dizendo que o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, “está desenvolvendo, acho, 15 novas vacinas. Tecnologia nossa”.