Abastecimento emergencial é feito com 30 caminhões-pipa, diz empresa. Queixas, porém, continuam (Sabesp/Arquivo) Em cerca de duas semanas, representantes da Prefeitura de Guarujá e da Sabesp voltarão a se reunir para avaliar os resultados das medidas adotadas pelo Comitê de Crise Hídrica estabelecido no começo do mês e definir novas providências. O grupo foi criado por causa da falta d’água e da redução de pressão constantes, principalmente no Distrito de Vicente de Carvalho. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Um dos que sofrem com essa condição é Joel Borges, de 47 anos, morador do Jardim dos Pássaros há 36. Só neste mês, ficou 12 dias seguidos sem água. “Ninguém resolve. A gente não tem água, mas a conta está chegando para pagar”, reclamou. “Quando a água aparece, a gente vai deixando galões guardados para tomar banho, passar um pano na casa, lavar louça.” Nos primeiros 21 dias de trabalho do comitê, a Sabesp informou ter começado a instalar reservatórios nos bairros mais afetados e reforçado o abastecimento emergencial com 30 caminhões-pipa. Manobras no sistema de distribuição e a transferência de água de Santos para Guarujá com infraestrutura existente também ocorreram. “A Sabesp mantém monitoramento diário dos mananciais e dos níveis dos reservatórios e realiza ajustes permanentes na operação do sistema para aproveitar da melhor forma a água disponível e reduzir os impactos do período de estiagem ao abastecimento”, diz, em nota. Há décadas A crise hídrica afeta a Cidade há décadas, e obras são prometidas como soluções. Uma delas, a travessia subaquática Santos-Guarujá, que levará água da Estação de Tratamento de Água (ETA) Cuba-tão ao lado guarujaense por uma tubulação sob o canal do Porto, cobrada pela Prefeitura. “A Sabesp reconheceu os atrasos e se comprometeu a intensificar os trabalhos para sua conclusão”, declarou a Prefeitura, que acrescentou estar sendo “extremamente rígida com a fiscalização do cumprimento da Sabesp com o Município”. “Esse comitê tem funcionado pouco. Para o lado de cá, não vi nenhum caminhão-pipa. Você entra em contato com a Sabesp, e ela diz para aguardar, que estão resolvendo o problema, que não é só neste bairro. A gente sabe, mas é assim o ano inteiro”, desabafou Borges.