Criança desmaia ao engasgar com pipoca e é salva por policiais militares no litoral de SP

Mãe da menina de 4 anos afirma ter vivido um "pesadelo que não desejo para ninguém"

Por: Bruno Almeida  -  18/01/22  -  15:25
Atualizado em 18/01/22 - 16:18
Menina foi parar na UPA ao engasgar com pipoca
Menina foi parar na UPA ao engasgar com pipoca   Foto: Arquivo pessoal

Uma menina de 4 anos foi salva por policiais militares após engasgar com uma pipoca no último sábado (15), em Guarujá. À Reportagem, a mãe da criança disse nesta segunda-feira (17) que levou a filha, já desmaiada, ao Batalhão da PM para receber ajuda.


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A dona de casa Carla Grazielle dos Santos Silva conta que fazia uma faxina enquanto a filha estava no quarto assistindo vídeos no celular e comendo pipoca. "Quando entrei no quarto, ela já estava paralisada. Tirei o celular da mão dela e ela não falou nada", diz.


Carla disse ter levado a filha ao banheiro e a colocado debaixo do chuveiro, mas, ainda assim, a criança não acordou. "Comecei a gritar pelo meu marido, pelos vizinhos. Uma vizinha falou para levarmos no Batalhão. Aí fomos de carro".


De acordo com a mãe, no trajeto, de cerca de um quilômetro, ela conseguiu colocar um dedo na boca filha. "Ela vomitou, mas continuava mole e bem fraca. Era um pesadelo que eu não desejo para ninguém".


A mãe chegou desesperada ao Batalhão, gritando por ajuda. Segundo o cabo Dinarte Lourenço, que estava na unidade no momento, quando entenderam o que havia ocorrido, eles realizaram a manobra de Heimlich, que consiste na compressão abdominal para desobstruir as vias aéreas.


Maria Luiza foi apoiada nos braços do policial, que deu tapas em suas costas para que ela conseguisse expelir o alimento. Ainda assim, ela permaneceu desacordada. "Não conseguia nem sentir o peso dela, de tão fraquinha", diz o PM.


Três policiais do 3º Batalhão de Polícia Ambiental (BPAmb) entraram numa viatura e levaram a criança e os familiares à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Matheus Santamaria.


"A mãe foi rezando desde o momento em que a gente saiu (do Batalhão) até chegar (à unidade de saúde). Ela me perguntou duas vezes se a filha estava viva. Não podíamos demonstrar nervosismo, até para não deixá-la mais preocupada, mas por dentro eu estava chorando", contou Dinarte.


No trajeto, outras manobras de reanimação foram realizadas e a menina esboçou uma reação.


De acordo com a Prefeitura de Guarujá, responsável pela unidade, a equipe médica prontamente avaliou a criança e tomou as medidas necessárias. A menina foi medicada, passou por exames e ficou em observação enquanto aguardava os resultados. Após cerca de 8 horas de atendimento, ela foi liberada.


Reencontro

Nesta segunda, a menina e os PMs que a salvaram se reencontraram. Os agentes a presentearam com uma boneca, enquanto a menina levou um bolo para o policial. "Se tivesse acontecido alguma coisa com ela, eu não estaria aqui, eu estaria no psicólogo, no psiquiatra. Ela é um anjinho", completa o policial.


Em visita, policial que participou do salvamento presenteou a menina com uma boneca
Em visita, policial que participou do salvamento presenteou a menina com uma boneca   Foto: Arquivo pessoal

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