[[legacy_image_298995]] A corretora de imóveis Bárbara Lara Dias foi vítima de racismo, na última quarta-feira (20), por parte de uma cliente da imobiliária em que trabalha, em Guarujá, litoral de São Paulo. Ela registrou Boletim de Ocorrência eletrônico no DP Sede da cidade. O advogado da vítima, Airton Sinto, protocolou petição na quinta-feira (21) requerendo imediata instauração de inquérito policial. As duas partes irão depor em breve, além de testemunhas. A história começou por volta das 17 horas de segunda-feira (18), quando outra corretora, Rosângela Nunes, finalizou atendimento com uma cliente em alguns imóveis para locação anual. A cliente mandou contraoferta em dois imóveis. No dia seguinte, na terça-feira (19), segundo Bárbara, a cliente entrou em contato via WhatsApp com Rosângela por volta de 7h45, ainda fora do horário comercial, dizendo que havia optado por ficar com o apartamento de menor valor. Foi aí que os problemas aconteceram. "Ocorre que outra pessoa estava na frente para fechar a locação. Inconformada, a cliente deu início às agressões verbais via ligação de WhatsApp pelo telefone da corretora Rosângela, onde me apresentei como subgerente a fim de acalmar", conta Bárbara. Não deu certo. De acordo com Bárbara, as ofensas foram aos gritos: "Imobiliária de m...do c...", "Vocês são uns bos..." e "Vou denunciar no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci)" teriam sido os termos utilizados. Diante disso, a corretora desligou o telefone. Por mensagem, a cliente chegou a dizer que "Essa negrinha que se coloque no lugar dela". Mais tarde, por volta de 14h30, a cliente ligou no celular fixo da imobiliária, porém quem atendeu foi outra corretora, Bárbara Muniz. O intuito era proteger a xará, já que ela estava abalada com os xingamentos. "Ela foi chamada de 'negra filha da p... arrogante' e 'neguinha vagabunda', pois a cliente achava que era eu", diz Bárbara Dias. "Na quarta-feira (20), por volta de 14 horas, a cliente passou na porta da imobiliária, junto com o pai e a cuidadora (ela é cadeirante), e começou a gritar da calçada, com ameaças de processo por não ter locado o apartamento e por não darmos mais atendimento a ela. Disse que as corretoras ficavam arrumadinhas e não trabalhavam. Foi a hora em que eu pedi para alguém gravar e ela me xingou repetidas vezes de negra filha da p...", detalha Bárbara Lara Dias.