[[legacy_image_26240]] Foi localizado na noite desta segunda-feira (9) o corpo do cabo Marciel Batalha, do Corpo de Bombeiros, de 46 anos, que foi soterrado enquanto realizava o resgate de vítimas no Morro do Macaco Molhado, em Guarujá, no início da semana passada, após o temporal que atingiu a região. O cabo Batalha era a última vítima fatal a ser procurada no local, onde também morreu o cabo Rogério de Moraes, de 43 anos, cujo corpo já foi localizado e sepultado na quarta-feira (4). Agora, os trabalhos de buscas se concentram no morro Barreira do João Guarda, onde ainda há vítimas desaparecidas. O Corpo de Bombeiros emitiu uma nota de pesar sobre o ocorrido, confira na íntegra: “É com grande pesar que, às vésperas de completar 140 anos, o Corpo de Bombeiros da PMESP informa que, na noite de hoje, 9 de março, por volta das 21h25, foi localizado o corpo do cabo PM Batalha, vítima de soterramento na madrugada do dia 3 de março no Morro do Macaco, no município de Guarujá, quando atendia ocorrência de deslizamento em decorrência das fortes chuvas havidas. O cabo PM Marciel de Souza Batalha tinha 46 anos, era natural de Juiz de Fora – MG, filho de Ismael e Maria, casado com a senhora Vanessa e pai da jovem Dyane; estava nas fileiras da corporação há 20 anos e 9 dias. As informações de horário e local de sepultamento serão divulgadas assim que forem definidas”. Heróis O chamado, no início da madrugada de terça-feira (3), era para socorrer vítimas em uma das áreas de maior risco na Baixada Santista: o Morro do Macaco Molhado, em Guarujá. Já sabendo da tragédia que se confirmava na região, os cabos Rogério de Moraes, de 43 anos, e Marciel Batalha, de 46, agiram imediatamente. Durante tentativa de salvamento, porém, foram surpreendidos por um deslizamento e acabaram soterrados. Moraes foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Batalha só foi localizado nesta segunda-feira. Ambos, com mais de duas décadas no 6º Grupamento do Corpo de Bombeiros, que atende a região, tinham experiência em resgates. O diretor estadual de Proteção e Defesa Civil, tenente-coronel Henguel Ricardo Pereira, atuou 20 anos no Corpo de Bombeiros antes de assumir a nova função. “Quando o alarme toca, os bombeiros vão. Independentemente de quem seja a vítima, eles vão colocar suas vidas em risco para salvá-las. Nossos colegas fizeram isso. Na cabeça deles, só passou que precisavam retirar uma criança e a mãe dela”, diz Pereira. No dia da tragédia, colegas dos dois bombeiros atuavam para localizar vítimas em soterramentos de Guarujá, Santos e São Vicente. No meio do trabalho, também dispostos a dar a vida pelos outros, lembraram dos companheiros. “Já trabalhei com Moraes, um cara muito bacana e tinha acabado de ganhar uma festa por 20 anos de serviços prestados à corporação”, se emocionou um soldado, que preferiu não ter o nome divulgado. [[legacy_image_25934]]