Ocorrência foi registrada na Delegacia Sede de Guarujá (Reprodução e Carlos Abelha/TV Tribuna) O comerciante acusado de apedrejar um Guarda Civil Municipal (GCM) durante uma briga entre vendedores na praia de Pitangueiras, em Guarujá, no litoral de São Paulo, na última sexta-feira (28), prestou depoimento à polícia e negou as acusações. Ele afirma que o agente os atacou com spray de pimenta e reforça que não participou do apedrejamento, além de não ter sido reconhecido pelo guarda. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Guarujá, o GCM, de 35 anos, estava em férias e auxiliava seu irmão em uma barraca de praia. Ao perceber que funcionários de um carrinho concorrente atraíam clientes de forma irregular, ele decidiu intervir. O guarda abordou os trabalhadores e afirmou: “Vocês não podem ficar aqui, isso é uma prática irregular e está prejudicando os carrinhos próximos”. Ainda segundo o boletim de ocorrência, os homens reagiram de forma rude e o chamaram de “guardinha” em tom depreciativo. A discussão evoluiu para uma briga, e quatro indivíduos atacaram o agente, que estava com uma barra de ferro e spray de pimenta. Uma testemunha relatou que os vendedores coagiam turistas a consumir exclusivamente em seus estabelecimentos e os induziam a estacionar em uma área irregular, onde era cobrada uma taxa de R\$ 50 por vaga. Durante as agressões, um quinto indivíduo apareceu e também atirou pedras contra o GCM. Segundo o relato da vítima, após ser atingido na perna e na região da cintura, ele perseguiu os agressores até a Rua Mário Ribeiro. No entanto, o grupo retornou com mais pedras e o atingiu no peito e no rosto, ferindo-o na região do supercílio e deixando-o atordoado. Temendo ser linchado, o guarda afirmou à polícia que tentou sacar sua arma, mas, devido à tontura, não conseguiu. Ele então abrigou-se atrás de uma banca de jornal e apontou a arma para os agressores. Neste momento, percebeu que uma das pedradas, que havia atingido seu peito, provavelmente acertou sua arma, deslocando a mola do carregador e fazendo com que as munições caíssem dentro da bolsa. Apenas a munição da câmara permaneceu carregada. Ao notarem que ele estava armado, os homens fugiram. Polícia De acordo com a Polícia Militar, agentes que patrulhavam a região foram informados por uma testemunha sobre a agressão na praia e se dirigiram ao local. O GCM foi socorrido por guardas municipais que chegaram à cena e levado ao pronto-socorro. O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Polícia de Guarujá, que segue investigando a identidade e o paradeiro dos envolvidos. Prefeitura A Prefeitura de Guarujá informou que tomou conhecimento da agressão sofrida pelo guarda civil municipal e esclareceu que ele está de férias desde 17 de fevereiro, com retorno previsto para 18 de março. Apesar dos ferimentos, a administração municipal ressaltou que ele passa bem.