[[legacy_image_74523]] Ampliar a construção de imóveis e incentivar um programa audacioso de regularização fundiária estão entre as metas de Guarujá para reduzir o deficit habitacional. Um passo importante foi dado ontem com a assinatura do convênio entre o Município e a Autoridade Portuária de Santos (APS), no valor de pouco mais de R\$ 40 milhões. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Com o recurso, serão construídas mais 649 unidades habitacionais no Parque da Montanha, na Vila Edna, que integram a segunda fase do Projeto Favela Porto Cidade. Após a publicação no Diário Oficial da União, a Prefeitura fará a licitação para a obra. A estimativa é de que as obras comecem até o final do segundo semestre. “Nossa expectativa é finalizar as 1.992 unidades nesse mandato do prefeito (Válter) Suman. Há também o interesse da APS, porque as famílias estão em área de expansão portuária”, diz o secretário de Habitação, Marcelo Mariano. O Parque da Montanha terá, no total, essas 1.992 habitações. O programa é destinado a famílias das comunidades Marezinha, Aldeia e Prainha. Vale destacar que o Município gastou R\$ 20 milhões em infraestrutura para atender o programa na sua totalidade. A primeira fase do empreendimento soma 574 unidades, das quais 384 moradias já foram entregues, desde 30 de junho do ano passado. Até o final deste ano, deverão ser entregues mais 190 unidades, concluindo essa primeira fase. “Após a entrega das chaves aos moradores, ocorre a demolição dos imóveis antigos e, até agora, não tivemos nenhum registro de reocupação ”. Enchentes A licitação para erguer 240 unidades destinadas a famílias vítimas dos deslizamentos provocados pelas fortes chuvas em março do ano passado também sairá do papel em breve. A empresa responsável pela obra já foi definida e a previsão é de entrega para 2023. Os imóveis a serem construídos no Cantagalo, região da Enseada, vão custar R\$ 27 milhões. Os recursos são da Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Governo Federal. Mais moradias O secretário informa ainda que aguarda recursos federais para prosseguir com a construção de 600 unidades no Cantagalo, que fazem parte do projeto Enseada. Em 2018, foram entregues 400 imóveis. “Estamos aguardando a política do Governo Federal para liberação de verbas”. Há a expectativa de construção de 900 unidades em Morrinhos. O convênio com a CDHU foi assinado e prevê investimentos de R\$ 530 milhões. “Acreditamos que todo esse processo deve iniciar em 2022. Cerca de 2 mil famílias serão contempladas”, diz Mariano. Regularização fundiária O Município planeja ainda regularizar 12 mil imóveis em quatro anos. “É uma meta audaciosa, mas temos ela bem planejada de núcleo a núcleo”. Este ano, há previsão de atender moradores dos bairros do Mangue Seco 1 e 2. “Mais Vila Bandeirantes e Vila Funchal, que estão bem adiantados. São em torno 550 lotes”, Segundo Mariano, Guarujá possui deficit de 34 mil unidades, “Para em torno de 12 mil são necessárias produção de unidades, outros 22 mil são regularização fundiária. A gente fala em deficit habitacional e já pensa em construção de casas. Mas na verdade a maior parte está na regularização fundiária”.