Um enxame tentou invadir a casa da mulher (Reprodução) Um enxame de abelhas tentou invadir a casa de uma moradora de Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. O caso aconteceu em Vicente de Carvalho, distrito do município. A dona da residência destacou ter acionado as autoridades, buscando por uma solução, mas não conseguiu ajuda para lidar com os animais. O caso foi no útlimo dia 17, segunda-feira. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A moradora Carla Suzane, de 32 anos, registrou imagens que mostram, pelo vidro da janela, um enxame de abelhas tentando invadir sua residência em Guarujá. Tanto ela como seus vizinhos já contataram bombeiros, apicultores e outras autoridades, mas nenhum órgão competente realizou a retirada das abelhas do local, que fica na Rua Heinchi Matsumoto, 64, no Sitio Paecara. No momento em que o vídeo foi gravado, havia "mais de 200 tentando entrar", de acordo com Carla. Ela ainda relata que o problema ocorre há cerca de seis meses e que a colmeia das abelhas está localizada perto do muro de uma das janelas de sua casa, onde moram ela, o marido e as filhas. Ainda segundo a moradora, "são várias pessoas, várias residências" sendo atingidas pelas abelhas. -Colmeia abelhas Guarujá (1.452433) Ela afirma que a única solução que encontrou foi matar os animais. "Infelizmente, matamos. Fico com dó, porque elas são importantes para o meio ambiente, mas preciso proteger minha família, principalmente minha bebê de 1 ano e 8 meses", diz ela. Carla também comenta sobre a falta de solução por parte das autoridades: "Ligamos na prefeitura e lá disseram que não podiam fazer nada e não tinham nenhum profissional para isso. Ligamos nos bombeiros e na GCM, e falaram a mesma coisa. Ficamos sem saída e estamos nos defendendo da forma que podemos." Resposta Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que "o Grupamento de Defesa Ambiental (GDA) da Guarda Civil Municipal é responsável por retirar enxames de abelhas que se instalam em residências, comércios e locais públicos no Município. Ao se deparar com enxames de abelhas, vespas ou marimbondos, o munícipe deve ligar imediatamente no número 153." No entanto, Carla afirma: "Já liguei várias vezes, e eles dizem que não podem fazer nada." A Tribuna também entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, que reforçou: "O Corpo de Bombeiros atende a solicitações envolvendo abelhas apenas em casos de emergência, onde há risco iminente à vida humana ou de animais. Para situações que não envolvem risco imediato, a remoção de colmeias ou enxames de abelhas é considerada uma ação de meio ambiente, já que implica na alteração da flora e fauna local. Além disso, o Corpo de Bombeiros não possui estrutura para a destinação correta dos insetos. " As recomendações para a retirada das abelhas, segundo o Grupamento, é que o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente são os órgãos responsáveis por orientar e realizar a remoção de abelhas de forma adequada, garantindo a preservação das espécies e o equilíbrio ambiental e que, em muitos casos, a prefeitura pode indicar apicultores ou empresas especializadas em remoção de abelhas. Esses profissionais realizam a retirada de forma segura e realocam as abelhas para apiários, preservando a colônia. É válido lembrar que é crime matar abelhas, conforme a Lei 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). O artigo 29 diz: "Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida." O extermínio de abelhas é considerado um crime ambiental, sujeito a multas e penalidades. As abelhas são essenciais para o equilíbrio ecológico, atuando como polinizadoras e contribuindo para a biodiversidade.