[[legacy_image_285890]] Uma cobra jararaca surpreendeu funcionários de uma loja de imóveis no bairro da Enseada, em Guarujá, litoral de SP. O Grupamento de Defesa Ambiental da Guarda Municipal da cidade resgatou o animal e o soltou na natureza. (Veja o vídeo mais abaixo) Um vídeo enviado para a Reportagem de A Tribuna mostra um agente do órgão soltando a jararaca, que tinha cerca de um metro de comprimento, no último sábado (29). O órgão foi acionado por volta de 16h30, quando uma funcionária mexia no depósito da loja. Ela chegou a ficar bem perto da cobra, mas notou a presença a tempo e chamou ajuda. O estabelecimento funcionava com um fluxo de clientes naquele momento. Felizmente, somente funcionários tinham acesso ao depósito onde a serpente estava. “Tem um equipamento que usamos para fazer a captura de répteis. Nesse caso, fizemos uso de uma pinça e um gancho para segurar a serpente e alocá-la dentro de um tubo de captura”, explica o agente do Grupamento Esdras Galvão, que atuou na ocorrência. A equipe soltou o animal no mesmo dia, em uma área de mata no Morro do Icanhema. Segundo a prefeitura de Guarujá, a serpente é uma das mais comuns no Sudeste do Brasil. Segundo o Instituto Butantan, a jararaca (Bothrops jararaca) é uma das serpentes venenosas mais comuns do sudeste Brasil, mas há várias espécies de jararacas espalhadas por todo o país. Ela pode ser encontrada da Bahia até o Rio Grande do Sul, associada à Mata Atlântica, e eventualmente em algumas regiões do Paraguai e da Argentina que fazem fronteira com o Brasil. Os principais sintomas da picada de uma jararaca adulta em humanos são dor e inchaço local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Também podem ocorrer sangramentos em mucosas como nas gengivas. As complicações podem provocar infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal. De acordo com o Ministério da Saúde, a espécie é a maior causadora de acidentes com cobras no país, o que representa 69,3% das picadas registradas no Brasil, e é responsável por mais de 90% dos casos no estado de São Paulo, de acordo com informações do Hospital Vital Brazil, que atende vítimas de acidentes ofídicos no Butantan.